1,5 milhão de trabalhadores estão na informalidade no Rio Grande do Sul

O número de domicílios que recebem auxílio emergencial é de 24,1%, totalizando 985,4 mil beneficiários.

Foto: Roberto Parizotti | Fotos Públicas

Por: João Conceição e Marilene Maia | 30 Junho 2020

Em meio a esse cenário de pandemia, 859 mil pessoas foram afastadas do trabalho no mês de maio no Rio Grande do Sul. Desse total, 356 mil (41,5%) deixaram de receber a remuneração gerada pelo trabalho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. O número de desempregados no estado no mês de maio alcançou 480 mil pessoas. Estes dados do sistema de saúde foram sistematizados pelo ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD.

A taxa de desocupação no Rio Grande do Sul é de 8,4%, atingindo 480 mil pessoas, abaixo dos 10,7% (10,1 milhões) da média nacional. Para o IBGE, uma pessoa é considerada desocupada quando procura trabalho, mas não encontra naquela semana da pesquisa aplicada.

Os trabalhadores que perderam a sua renda no mês de maio podem terem recorrido a programas de apoio para sobrevivência, sendo um deles é o auxílio emergencial. De acordo com a PNAD, o número de domicílios que recebem auxílio emergencial é de 24,1% no Rio Grande do Sul, totalizando 985,4 mil domicílios com beneficiários.

Se considerarmos a população com mais de 18 anos, um dos requisitos para receber o auxílio emergencial, o percentual é de 22,9% da população do Rio Grande do Sul. O estado de Santa Catarina (21%) é o que possui o menor percentual da população que recebe auxílio emergencial. A média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios no Rio Grande do Sul é de R$ 784.

Outro dado revelado é que 36,1% das pessoas ocupadas tiveram rendimento menor que o normalmente recebido. Essa redução explica a queda na renda média do estado para R$ 2.053, enquanto a quantia habitualmente recebida era de R$ 2.494. Ao mesmo tempo, houve redução na carga horária trabalhada para 30,4 horas. A carga horária habitual era de 40,6 horas antes da pandemia.

Com isso, o número de trabalhadores ocupados por conta-própria chegou a 29,3%. Isso em termos absolutos representa 1,5 milhão de trabalhadores. Para se ter uma dimensão, 2 milhões são os empregados do setor privado com carteira assinada (39%). Já o número de pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas que gostariam de trabalhar é de 450 mil.

 

Busca por atendimento de saúde

 

Além da questão do mercado de trabalho, a PNAD também monitora os impactos da pandemia no sistema de saúde. No Rio Grande do Sul, aproximadamente 60% da população não possui plano de saúde. Outro dado relevante é de que o estado é o segundo maior do país em relação ao percentual de pessoas com planos de saúde, atrás somente de São Paulo.

No mês de maio, 1,4 milhão de gaúchos, significando 12,2% da população, apresentaram algum dos sintomas relacionados ao coronavírus. Desse total, 176 mil buscaram atendimento de saúde, sendo que 68,4 mil tiveram perda de olfato ou sabor ou tosse, febre e dificuldade para respirar ou febre, tosse e dor no peito (sintomas conjugados). Da população que teve sintomas conjugados, 19,6 mil domicílios contavam com a presença de idosos no domicílio.

O novo coronavírus infectou mais de 25 mil pessoas e causou 559 óbitos no Rio Grande do Sul, conforme boletim do dia de domingo (29-06). De acordo com os dados da Secretaria da Saúde, a taxa de ocupação dos leitos adultos de Unidade de Tratamento Intensivo - UTI é de 69,4% e o uso de respiradores é de 40,6% pelos leitos UTI adulto.

 

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