Cardeal Marx: O Vaticano não é pobre

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24 Abril 2026

O cardeal-arcebispo de Munique, Dom Reinhard Marx, acredita que os problemas financeiros da Santa Sé são solucionáveis. Em entrevista à revista "Herder Korrespondenz", ele afirmou que os lucros do Banco do Vaticano e do Estado da Cidade do Vaticano poderiam ser usados ​​"para manter a Santa Sé no azul de forma confiável".

A reportagem é de Katholisch.de, 23-04-2026.

A Santa Sé é o órgão governante central da Igreja Católica em todo o mundo e, como empregadora da Cúria, do dispendioso serviço diplomático e dos igualmente dispendiosos meios de comunicação do Vaticano, incorre em elevadas despesas anuais. Sem as transferências dos lucros do Banco do Vaticano e do Estado da Cidade do Vaticano, que também inclui os Museus Vaticanos, não seria viável. A coleta anual mundial do Óbolo de São Pedro é insuficiente para cobrir esses custos.

"Isso precisa melhorar"

Segundo o Cardeal Marx, apesar da subsidiação cruzada proveniente dos lucros do Banco do Vaticano e do Estado da Cidade do Vaticano, o financiamento do fundo de pensões dos funcionários continua sendo um problema. Isso ocorre "como acontece com quase todas as instituições do mundo". No entanto, ele insistiu que não há uma crise financeira existencial.

Marx lamentou o fato de a Santa Sé e o Vaticano possuírem diversas entidades econômicas, cada uma com seu próprio balanço patrimonial e canais de comunicação separados. "Isso precisa melhorar", disse ele, que preside o Conselho para a Economia do Vaticano e da Santa Sé desde 2014. O prelado também mencionou os planos de criação de um departamento específico para arrecadação de fundos no Vaticano. "Acho que essa é a coisa certa a se fazer", afirmou Marx.

A entrevista com Marx foi publicada na nova edição especial da revista Herder Correspondence, intitulada "Papa Leão XIV e o Futuro do Papado". Especialistas examinam a personalidade e as primeiras decisões de Leão XIV, explorando seus objetivos políticos e teológicos, bem como seu programa de diálogo com o judaísmo e o islamismo. Os artigos também abordam o estilo papal e a imagem pública, além da música dos papas.

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