Barcos de papel homenageiam migrantes náufragos no Mediterrâneo

Um barco superlotado com refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo. Imagem de 2014, feita por um fotógrafo a bordo do San Giorgio, um navio da Guarda Costeira Italiana. | Foto: ONU/ACNUR/Alfredo D’Amato

Mais Lidos

  • O Papa Leão XIV faz um pedido de desculpas histórico pelo papel da Santa Sé na legitimação da escravidão

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam a primeira encíclica de Leão XIV

    Magnifica Humanitas. Limites, possibilidades, perspectivas. Algumas análises

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Junho 2024

O Espaço Madeleine, junto à igreja Madeleine de Genebra, Suíça, será palco da exposição “E Aconteça o que Acontecer”, de 11 a 20 de junho, em memória das pessoas de migrantes e refugiados que perderam a vida na travessia do Mediterrâneo. A mostra terá mais de 31 mil barcos de papel, simbolizando os náufragos que tentaram chegar a Europa até 2014.

A reportagem é de Edelberto Behs.

“Atrás de cada barco existe uma pessoa inocente, um nome, um rosto, um destino, uma vida e uma morte. O objetivo dessa exposição é homenagear todas as pessoas perdidas no mar e não esquecer que isso ainda acontece todos os dias”, explicou a coordenador do Espaço Madeleine, Silvia Fiorini, a Anne Buloz, do Jornal Reformado da Suíça.

Os visitantes terão a oportunidade de confeccionar outros barcos de papel para representar as pessoas desaparecidas desde 2014. A contagem mais recente da ONG Unidos Contra Mortes de Refugiados registra 52.760 pessoas desaparecidas. “O ano de 2023 foi o mais mortal desde o início da contagem, há 30 anos”, informou o capelão da Capelania Ecumênica de Genebra para Requerentes de Asilo e Refugiados (Agora), Alexandre Winter.

No sábado, 15, e domingo, 16, a praça junto ao templo abrigará a atividade “Nomeie-os pelo nome”, quando serão lidos os nomes de pessoas falecidas na travessia do Mediterrâneo e a circunstância de suas mortes. Além de Genebra, a atividade “Nomeie-os pelo nome” acontecerá ainda nas cidades de Basiléia, Berlim, Berna, Braunschweig, Chur, Dortumund, Essen, Frankfurt am Main, Kehl, Lausanne, Lörrach, Luzerna, Neuchâtel, Offenfurg, St. Gallen, Thun e Zurique.

O Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, foi criado pela Organização das Nações Unidas em 2000, por meio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Leia mais