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25 Mai 2022

 

É preciso coragem para ser líder. Mas é preciso ainda mais coragem para convencer os líderes do planeta a se empenharem concretamente por um mundo em que a diversidade, o cuidado com a natureza e o apoio para quem vive à margem não sejam palavras vazias. "Afinal, é preciso pouco – diz a Irmã Patricia Murray, secretária geral da União das Irmãs Superioras - UISG no Fórum Econômico Mundial em Davos na Suíça, falando no espaço Goal 17 aos CEOs e representantes de empresas como Unilever e Google e a fundações como Guggenheim, Hilton e Handshake: bastaria ter o suficiente. A pobreza excessiva e a riqueza excessiva não são as melhores condições para viver neste planeta".

 

A reportagem é de Laura Silvia Battaglia, publicada por Avvenire, de 24-05-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Irmã Patricia está pela primeira vez no fórum de Davos: ela que preside uma rede de 700 mil irmãs no mundo e que trouxe consigo as Irmãs Mary John Kudiyiruppil e a Irmã Ruth Pilar del Mora, respectivamente secretária da UISG e conselheira para a missão das Irmãs de Maria Auxiliadora, uma indiana, a outra colombiana, é aplaudida pelos principais stakeholders do setor privado como uma 'mulher de inspiração'.

 

E também a Irmã Mary e a Irmã Ruth recebem muitas respostas e apoios concretos das Fundações sobre as atividades mais recentes que realizaram, na Índia, para as populações atingidas pela variante Delta do Covid; na Ucrânia para refugiados de Kiev, tanto locais quanto migrantes, por sua vez, de países da África Subsaariana e do Oriente Médio. Ambas confessam "que nunca imaginaram poder um dia se encontrar em um grupo de pessoas tão ricas", mas "estarem felizes porque é preciso criar uma ponte alicerçada na humanidade comum e também sobre nos aspectos positivos do lucro para o setor privado".

 

Irmã Ruth Pilar sabe bem disso, tendo liderado durante anos projetos de desenvolvimento e criação de empregos para mulheres e migrantes marginalizados na Etiópia, Venezuela, Sudão do Sul e Chifre da África. E o tema da chamada 'criação de empregos' está no centro da parceria entre as Fundações convidadas, as irmãs e o Global Solidarity Fund que assumiu o papel e a mediação dessa proposta das irmãs "para catalisar um alto nível de parceria global ao serviço dos mais vulneráveis".

 

Isso é explicado por Marta Guglielminetti, diretora executiva do Global Solidarity Fund que especifica como "aqui não se trata de caridade, mas de encontrar os interesses do setor privado para dotá-lo de recursos e atender aos pedidos de comunidades marginalizadas que buscam soluções honradas, não para a própria subsistência, mas para um desenvolvimento real".

 

Assim, a questão da criação de oportunidades de trabalho supera as expectativas da emergência e ajuda a moldar o futuro dessas comunidades. “Trabalhando por anos nestes contextos - especifica Guglielminetti - sei que uma pessoa migrante, se tiver uma oportunidade em uma empresa, poderia sonhar em se tornar seu CEO. Há quem tenha transformado esse sonho em realidade”.

 

O Fundo Global de Solidariedade, nascido em 2019 para conectar fundações por um lado, setor privado pelo outro e líderes do mundo religioso católico global, incluindo os padres scalabrinianos, dos quais o padre Leonir Chiarello é hoje a voz, mostrou que se pode chegar até Davos, mas também tecendo um diálogo com grandes empresas que no passado desenvolveram uma relação problemática com alguns territórios: o caso da Unilever em relação às populações amazônicas colombianas e, por este motivo, o segundo encontro público hoje em Davos das irmãs com o CEO Alan Hope adquire o sabor da excepcionalidade.

 

A Irmã Patricia (agora Pat para quem a encontra em Davos) considera isso não um ponto de chegada, mas de partida: “A nossa relação com o Fundo Global de Solidariedade pode inaugurar o que chamo de uma forma de espiritualidade ecológica. E é apenas uma via para ativar caminhos concretos de reconhecimento da dignidade de quem no mundo não tem voz alta o suficiente para ser ouvido. Aqui em Davos agora os ouvem, nos ouvem".

 

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