Nicarágua. Uma análise jesuíta sobre a situação do País

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16 Abril 2021

 

A situação na Nicarágua é muito complicada a nível econômico, político e social. Por isso, os estudantes da Universidade Centro-Americana em Manágua manifestam-se há dias na sede da universidade pedindo liberdade para os manifestantes presos, o respeito aos direitos humanos e o direito se manifestar pacificamente.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 15-04-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A situação que o país e essa universidade jesuíta vivem foi analisada durante o webinar “A Universidade Centro-Americana de Manágua sob assédio: a atual conjuntura na Nicarágua”. Nele participaram de forma muito ativa Ana García Mina, vice-reitora de Serviços à Comunidade Universitária e Estudantes da Pontifícia Universidade de Comillas, Espanha, que os animou a continuar sendo “uma universidade encarnada no povo e para o povo nicaraguense”. Também agradeceu a UCA por seguir implicada nos processos históricos de transformação social, econômicos e políticos, tentando encontrar uma nova ordem social mais humana e humanizante, e recordou as palavras de Ignacio Ellacuría: “uma universidade que lute pela verdade, pela justiça e pela liberdade, não pode menos que se ver perseguida”.

Os participantes destacaram dados que levam a essa reflexão: reduziu-se em 65% o orçamento estatal anual à UCA; o número de estudantes caiu 40% não apenas pela situação das famílias durante a crise, mas também pela insegurança e perseguição sofrida pelos estudantes da universidade; cortou-se o número de bolsas em 75% e, em geral, o fato de que a crise sanitária atual expôs a universidade a uma maior vulnerabilidade.

No evento, apoiado pela Associação de Universidades Confiadas à Companhia de Jesus na América Latina (AUSJAL), pelo Sistema Universitário Jesuíta e pela International Association of Jesuit Universities, participaram diversos representantes da Companhia de Jesus, que analisaram a situação econômica e a falta de liberdades no país centro-americano. Entre eles, intervieram Michael Grazini, s.j., secretário de Educação Superior da Companhia de Jesus; Roberto Jaramillo, s.j., presidente da Conferência de Provinciais da América Latina (CPAL); Luis Arriaga Valenzuela, presidente da AUSJAL, e José Luis Idiáquez, reitor da Universidade Centro-Americana da Nicarágua.

 

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