Audiência do papa com Mike Pompeo: “Uma conversa cordial, mas as posições continuam distantes”, afirma cardeal Parolin

Encontro do Papa Francisco e Mike Pompeo em 2019. | Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove evento em memória ao centenário do agrônomo e ambientalista brasileiro nesta quinta-feira, 20-08-2026, às 17h30min

    José Lutzenberger, 100 anos. Da Borregaard às enchentes: os alertas ignorados

    LER MAIS
  • Qual é o pior momento do ateu? Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

02 Outubro 2020

“Foi uma conversa cordial. O objetivo não era reaproximar as posições.” Foi assim que o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a audiência concedida nessa quinta-feira ao secretário de Estado estadunidense, Michael Pompeo, às margens da apresentação em Roma do livro do Pe. Enzo Fortunato, diretor da Sala de Imprensa do Sacro Convento de Assis, intitulado “La tunica e la tonaca” [A túnica e a batina].

A reportagem é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 01-10-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Ele explicou as razões pelas quais interveio, e nós, as razões pelas quais seguimos o caminho que escolhemos”, disse o cardeal, “mas as posições continuam distantes. O objetivo não era reaproximar as posições.”

No entanto, Parolin reconheceu que o raciocínio do secretário de Estado estadunidense foi “articulado. Foi expressada compreensão pela Santa Sé, pelo método com que ela aborda esses problemas”. “Por outro lado – comentou o cardeal – todos buscamos a mesma coisa: a liberdade religiosa. Nós nos diferenciamos sobre o método e reivindicamos, da nossa parte, a escolha meditada que o papa fez.”

Quanto ao acordo com a China sobre a nomeação dos bispos, Parolin especificou que “permanecerá secreto enquanto for ad experimentum. Nos próximos dois anos, se fará como se fez até agora. Ou, melhor, espero que funcione ainda melhor do que até agora”.

Leia mais