China e Vaticano negociam renovação de acordo sobre bispos

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06 Agosto 2020

As negociações entre a China e o Vaticano sobre a renovação do acordo sobre a nomeação de bispos são uma prova de que o entendimento funcionou bem nos últimos dois anos, o que ajudará a levar as relações bilaterais para o próximo nível, segundo observadores.

A reportagem é de Shan Jie e Zhao Yusha, publicada em Global Times (1), 05-08-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A China e o Vaticano estão negociando a renovação do acordo provisório sobre a nomeações de bispos, que deve expirar em setembro, afirmou o bispo Marcelo Sánchez Sorondo, também chanceler da Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano, dizendo que “eles vão renová-lo, o que significa que a experiência inicial correu bem”.

A China e o Vaticano assinaram um acordo provisório de dois anos sobre a nomeação de bispos em setembro de 2018. O acordo deve expirar no dia 22 de setembro. Agora as duas partes podem ficar otimistas sobre a renovação do acordo, atualizando-o de um acordo temporário para um acordo formal, disse Zhan Silu, vice-presidente da Conferência dos Bispos da China e bispo da Diocese de Mindong, na província de Fujian, no leste da China.

Isso mostra que a China e o Vaticano estão satisfeitos com a estrutura do acordo nos últimos dois anos, quando pelo menos dois bispos chineses foram ordenados pelo papa graças ao acordo, disse Zhan, acrescentando que, se não fosse a pandemia da Covid-19, mais bispos teriam sido nomeados.

O próprio Zhan foi um dos sete bispos nomeados pelo Estado e ordenados sem a aprovação papal, mas a sua nomeação foi reconhecida pelo papa em setembro de 2018 como parte do acordo provisório, segundo a Sala de Imprensa do Vaticano.

Enquanto isso, Zhan disse que haverá uma oportunidade para que as relações entre a China e o Vaticano vão mais longe com o acordo, que resolve a questão da nomeação de bispos. “O acordo é um elo fundamental que assegura os laços China-Vaticano e pode ajudar a impulsar esses laços para o próximo passo.”

Apesar das crescentes controvérsias entre a China e os EUA, o Vaticano manteve seu importante diálogo com a China. Essa é uma evidência de que a Santa Sé pode ser um parceiro confiável e de importância para a China, disse Francesco Sisci, pesquisador sênior do Centro de Estudos Europeus da Universidade Renmin da China e especialista em assuntos vaticanos.

Em fevereiro, o conselheiro de Estado chinês e ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, e o arcebispo Paul Gallagher, secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, realizaram uma reunião às margens da Conferência de Segurança de Munique, o primeiro encontro em meio século entre ministros das Relações Exteriores dos dois países.

Wang observou que o acordo China-Vaticano sobre a nomeação de bispos foi uma prática inovadora que trouxe conquistas positivas. Gallagher mencionou o acordo entre os dois países em 2018 sobre as nomeações de bispos na China e disse que ele era importante e benéfico para promover o bem-estar dos católicos e do povo chinês.

Nota

1.- Global Times é o jornal chinês de língua inglesa, membro do grupo People's Daily, o órgão oficial do partido. (A nota é do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

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