Dieese aponta fim de postos formais e mais informalidade

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • O Espírito da Verdade des-vela nosso ser verdadeiro. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Novembro 2017

O boletim Emprego em Pauta número 6 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz uma análise de alguns indicadores sobre o mercado de trabalho e mostra números preocupantes, que contestam o discurso oficial de que haveria uma retomada do emprego no Brasil, em especial pela magnitude do crescimento da ocupação, ainda longe de recuperar os níveis pré-2015, e pelo fato de que o crescimento da ocupação tem sido puxado, em geral, pelo crescimento da informalidade.

A reportagem é publicada por Fundação Perseu Abramo, 07-11-2017.

Por exemplo, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo Dieese, revelou tendência de queda da taxa de desemprego no início do segundo trimestre, mas o próprio boletim aponta que houve elevação do trabalho autônomo nas regiões metropolitanas, na comparação entre agosto de 2016 e agosto de 2017. Segundo o boletim, “em São Paulo, Salvador e no Distrito Federal houve crescimento de 12,7%, 15,4% e 17,8%, respectivamente, no número de trabalhadores autônomos”.

O Dieese também analisa que os resultados positivos do Caged apontam para uma pausa na destruição de postos formais de trabalho, mas não para sua recuperação: os saldos positivos obtidos agora são bastante inferiores aos do mesmo período em anos anteriores à crise. Os pesquisadores ainda apontam que o ano de 2017 dificilmente se encerrará com saldo positivo, já que o mês de dezembro registra habitualmente saldo negativo de cerca de 500 mil postos, bem acima do acumulado até agora no ano.