Sobre o mito da vocação ao ministério ordenado

Foto: Reprodução | Comunidade Católica Shalom

Mais Lidos

  • Não é tragédia, é omissão de planejamento

    LER MAIS
  • Ao mesmo tempo que o Aceleracionismo funciona, em parte de suas vertentes, como um motor do que poderíamos chamar de internacional ultradireitista, mostra a exigência de uma esquerda que faça frente ao neorreacionarismo

    Nick Land: entre o neorreacionarismo e a construção de uma esquerda fora do cânone. Entrevista especial com Fabrício Silveira

    LER MAIS
  • Ciclo de estudos promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração (CEEM), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos - IHU, debate a ecologia integral e o ecossocialismo em tempos de mudanças climáticas. Evento ocorre na próxima quarta-feira, 04-03-2026

    “A ecologia é a questão política, social e humana central no século XXI”, constata Michel Löwy

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Janeiro 2022

 

"O ministério é um chamado da Igreja e não de Jesus Cristo", escreve o Paolo Gamberini, jesuíta italiano, capelão da Universidade La Sapienza, Roma, em post publicado em sua página pessoal do Facebook, 06-01-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o comentário. 

 

É um mito que subestima a graça batismal assim como o fez uma espiritualidade do presbítero inspirada pelo Cura d'Ars que dizia: “Deixe uma paróquia sem sacerdote durante 20 anos e o que eles adorarão ali? Os animais". A graça do batismo é desvalorizada pelos padres e formadores que ainda são influenciados por essa pseudoespiritualidade sacerdotal, porque o batismo é o único fundamento da sua santidade. O "chamado ao ministério ordenado" vem da comunidade eclesial e não de Deus. A vocação não consiste de forma alguma em um convite do Espírito Santo para abraçar o ministério, mas no apelo que a Igreja dirige ao cristão/a sobre quem fez discernimento de suas aptidões.

 

De Deus (causa primeira) vem o desejo de dar a vida e de amar. Esse chamado ao amor e à entrega da vida pode "realizar-se" em múltiplos contextos e comunidades: sociedade, paróquia, nação e mundo, estados de vida (matrimônio, monástico, solteiro, em uma relação). Essas mediações são as causas secundárias do chamado para dar a vida.

 

O ministério é um chamado da Igreja e não de Jesus Cristo.

 

O que salva (!) é dar a vida em contextos concretos de vida ao serviço de outros.

 

Leia mais