Viagem papal ao Sudão do Sul: primaz anglicano se diz "entusiasmado"

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

01 Março 2017

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, está “entusiasmado” com a viagem que está sendo planejada com o Papa Francisco ao Sudão do Sul. A organização da visita “está seguindo em frente”, mas, por enquanto, “não temos detalhes sobre a logística e sobre os tempos, porque tudo ainda deve ser elaborado”. A afirmação é de Ruth Mawhinney, responsável pelo escritório de comunicação do arcebispo de Canterbury, sobre o anúncio feito no último domingo pelo Papa Francisco sobre a viagem ao Sudão do Sul, que está atualmente sendo estudada com Justin Welby, a convite das Igrejas cristãs da região.

A reportagem é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 28-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O arcebispo de Canterbury acaba de voltar de uma viagem de uma semana a Burundi, Congo, Ruanda e Quênia, e, no dia 20 de fevereiro, voltou a falar sobre a dramática situação no Sudão do Sul. “Estamos bem conscientes – disse – sobre a desastrosa situação que um milhão de sudaneses do sul estão vivendo. As Nações Unidas e o governo estimam que 100 mil pessoas passam fome, e mais de um milhão estão à beira da fome.”

Justin Welby relatou alguns “números” da tragédia que está sendo vivida no país. “Milhões de pessoas foram deslocadas das suas casas e comunidades por causa das violências em curso. Só nas últimas três semanas, mais de 50 mil pessoas fugiram de Kajo Keji para o norte da Uganda, depois da intensificação dos combates. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados diz que 1,5 milhão de refugiados sudaneses do sul já abandonaram o país, e que está é a maior crise de refugiados na África e a terceira maior do mundo.”

“Nós – disse Welby – estamos rezando ao lado do povo do Sudão do Sul e dos seus líderes, especialmente daqueles que, na Igreja, estão fornecendo ajuda física e espiritual. Rezemos por aqueles que trabalham in loco e por aqueles que estão levando ajudas humanitárias.”

A esse respeito, Welby pediu “a abertura de corredores humanitários” que possam permitir a chegada de ajudas àqueles “que delas necessitam desesperadamente”. É profunda a gratidão que o arcebispo de Canterbury expressou por aquilo que está sendo feito pelo Conselho das Igrejas do Sudão do Sul e pela Igreja Episcopal, pelo seu “compromisso ecumênico” de trabalhar “em conjunto para garantir que as ajudas cheguem às pessoas certas”.

Recordando a sua visita à África e aos países vizinhos, o arcebispo acrescentou: “Eu vi em primeira mão as consequências do grande número de refugiados que tentam atravessar as fronteiras para encontrar segurança, e a crise enfrentada pelos países limítrofes e pelo Sudão do Sul. Também falei com as lideranças da Igreja Anglicana e das outras Igrejas sobre a urgente necessidade de um cessar-fogo no Sudão do Sul. Peço que vocês se unam a mim na oração pela paz, pela segurança, pelo alívio desse povo, e para que o Espírito Santo conforte aqueles que mais precisam”.

Leia mais: