O Equador apresenta ao Vaticano seu plano para acabar com os paraísos fiscais

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Por: André | 22 Julho 2016

O chanceler do Equador, Guillaume Long, apresentará nesta quinta-feira, durante uma visita oficial ao Vaticano, a proposta liderada pelo país andino em nível internacional para acabar com os paraísos fiscais por serem prejudiciais às economias nacionais.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-07-2016. A tradução é de André Langer.

“Necessitamos de uma economia ética que coloque em primeiro lugar os seres humanos, e os paraísos fiscais são todo o contrário de uma economia ética”, disse Long em um comunicado oficial.

Além disso, o ministro de Relações Exteriores sublinhou que os paraísos fiscais “concentram a riqueza em poucas mãos e enfraquecem o desenvolvimento. Por isso, colocou-se em marcha, no Equador, o Pacto Ético” e espera que se dê um debate internacional com o objetivo de erradicar esta prática.

A visita de Long ao Vaticano acontece uma semana antes de o presidente equatoriano, Rafael Correa, apresentar uma pergunta à consulta popular com uma prévia liberação da Corte Constitucional para a criação de uma normativa legal que impeça que pessoas que tenham empresas ou capitais em paraísos fiscais possam concorreram a cargos públicos, eletivos ou não.

No Equador, 1.850 empresas teriam cerca de 30 bilhões de dólares em paraísos fiscais, segundo dados do Governo. Por essa razão, a proposta do Equador para a erradicação destas zonas de evasão fiscal será apresentada na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro próximo, em Nova York.

“O Equador decidiu enfrentar a questão com força total”, indicou o presidente Correa através de uma carta à organização Oxfam, ao que acrescentou: “fazemos todo o possível para que não haja mais paraísos fiscais. Para isso, vamos levar o tema à Organização das Nações Unidas (ONU), e já estamos em contato com o G7”.

Esta proposta para erradicar paraísos fiscais situa-se no contexto do chamado “Pacto Ético-Político”, ao qual organizações políticas de projeção nacional aderiram na segunda-feira passada. O pacto propõe que cidadãos que tenham dinheiro em zonas de evasão fiscal sejam impedidos de ocupar cargos públicos após as eleições gerais de 2017.