Correa adverte que número de mortos em terremoto pode aumentar de forma considerável

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18 Abril 2016

Equipes de emergência intensificaram nesta segunda-feira a busca por sobreviventes do terremoto mais poderoso no Equador desde 1979, enquanto o número de vítimas não para de subir. Segundo o balanço mais recente divulgado no domingo pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, até agora foram registrados 272 motos e 2.068 feridos. O presidente advertiu que o número deve aumentar de forma considerável.

A reportagem é de Carolina Jardim, publicada por O Globo, 18-04-2016.

— Certamente o número (de mortos) aumentará e provavelmente de forma considerável — afirmou o presidente, que voltou no domingo ao Equador, procedente de Roma. — Há ainda muitos corpos entre os escombros.

Com epicentro na província de Manabí (oeste, a 300 km de Quito), o forte terremoto de 7,8 graus de magnitude atingiu o Equador na noite de sábado, afetando seis províncias da costa equatoriana. Sobreviventes procuram de maneira desesperada os parentes desaparecidos.

A ajuda internacional começou a chegar ao país para colaborar nas tarefas de resgate, que continuam apesar da falta de energia elétrica em algumas zonas da província de Manabi, na Costa Oeste, a mais afetada pelo desastre. Depois de México e Colômbia, a Espanha também se uniu aos esforços de ajuda e anunciou o envio de socorristas.

Em Portoviejo (Oeste), uma das cidades mais afetadas, o cenário era desolador: casas destruídas, um mercado desabado, postes de luz caídos nas ruas e escombros espalhados pelo asfalto, onde muitos decidiram passar a noite, ainda abalados pelo forte tremor.

— Foi horrível, é a primeira vez que sinto um terremoto como este, acho que durou um minuto e meio. Parecia que a casa iria cair. Estou surpresa, não imaginava que essa cidade ficaria assim — declarou Bibi Macontos, de 57 anos.

Quase cem presos fugiram de uma cadeia da cidade, informou a ministra da Justiça, Judy Zúñiga. Segundo ela, 30 foragidos foram recapturados e alguns retornaram voluntariamente ao centro penitenciário.

O papa pediu pelos equatorianos em sua operação.

— Um violento terremoto atingiu o Equador, causando numerosas vítimas e graves danos. Roguemos por sua população. Que a ajuda de Deus e de seus irmãos lhes dê força e consolo — disse Francisco.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, expressou a solidariedade da UE e anunciou que o mecanismo de proteção civil para oferecer apoio foi ativado.

“Nossos pensamentos estão com as vítimas, seus familiares e amigos e com todos aqueles que foram afetados”, disse Mogherini em comunicado.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, ofereceu neste domingo suas condolências e manifestou a vontade de Washington de ajudar as autoridades equatorianas.

O governo espanhol também lamentou neste domingo transmitiu os “sentimentos de solidariedade” a todos os afetados.

"Nesses momentos difíceis momentos, o povo espanhol se solidariza com o equatoriano e deseja expresar todo seu ânimo e apoio", disse Rajoy em mensagem dirigida a Rafael Correa.

Mais forte que o do Japão

David Rothery, professor de ciências planetárias na Open University do Reino Unido, explicou que “o terremoto do Equador se deu em terra” e que a energia total liberada foi aproximadamente 20 vezes maior que a do terremoto do Japão na madrugada de sábado.

— Não existe uma relação causal entre os terremotos do Equador e do Japão. Cerca de vinte terremotos de magnitude 7 ocorrem todo ano no mundo — afirmou o especialista.

Até o momento foram contabilizadas 214 réplicas, de acordo com o jornal “El Universo”.

O governo decretou “estado de exceção para proteger a ordem pública” e descartou um alerta de tsunami, assim como fizeram as autoridades colombianas.

Carlota López, de Guayaquil, estava em um carro quando começou a sentir o forte tremor.

— Os cabos de luz balançavam muito e tive medo que caíssem no carro. Logo depois acabou a luz da cidade — relatou à AFP por telefone. — O carro balançava como se houvesse pessoas do lado de fora o empurrando com muita força.

O presidente retornou ao Equador este domingo após viagem aos Estados Unidos e ao Vaticano, para acompanhar de perto os estragos causados pelo terremoto, anunciou a Presidência no Twitter.

O presidente, que estava fora do país desde o domingo, 10 de abril, chegou à base aérea de Manta (oeste) às 18h30 locais (20h30 de Brasília) e tem previsto visitar as principais regiões afetadas pelo sismo, após o que falará com jornalistas, segundo a mesma fonte.

Mais cedo, Correia havia afirmado que tinham sido ativadas linhas de crédito de contingência "por cerca de 600 milhões de dólares".

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