Arcebispo de Canterbury sobre os gays: “Quem sou eu para julgá-los por seus pecados, caso tenham pecados?”

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26 Fevereiro 2015

O líder da Igreja da Inglaterra disse a alunos de Birmingham que tem “muitos amigos gays”, quando questionado durante a visita que fez a uma escola local.

A reportagem é de Emma McKinney, publicada pelo jornal Birmingham Mail, 23-02-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Dom Justin Welby, arcebispo de Canterbury, foi perguntado sobre a sua opinião relativa ao casamento homoafetivo e às pessoas homossexuais que trabalham na igreja por ex-alunos da St Alban’s Academy, em Highgate.

“O casamento é entre um homem e uma mulher para toda a vida, e a atividade sexual deveria estar restringida a ele, isto está nas regras da Igreja”, disse. “Estou igualmente ciente de que tenho muitos amigos gays e conheço sacerdotes gays; eles estão fazendo um trabalho incrível”.

O religioso, casado e pai de cinco filhos, admitiu que “lutou” contra suas opiniões sobre a homossexualidade, acrescentando: “Estou escutando com muitíssima atenção para tentar discernir o que o Espírito de Deus está tentando nos dizer”.

E complementou: “Vejo o meu próprio egoísmo e a minhas próprias fraquezas, e me perguntou quem sou eu para julgá-los por seus pecados, caso tenham pecados. Não devemos demonizar, descartar e odiar uns aos outros, como se isso fosse algo perigoso”.

Há dois anos a Igreja da Inglaterra concordou que sacerdotes gays em relacionamentos civis podem se tornar bispos desde que permaneçam em abstinência sexual. Ela se opôs, no entanto, a casamentos do mesmo sexo, que hoje são legais na Inglaterra.

O arcebispo respondeu a uma série de perguntas “desafiadoras” de alunos na escola, onde 80% dos estudantes são muçulmanos.

Ao responder a um aluno que perguntou se ele, Justin Welby, o encorajaria a se converter do Islã ao cristianismo, disse: “Eu não iria pressioná-lo quanto a isso, e esperaria que você não me pressionasse também”.

Esta troca de ideias vem depois que o arcebispo se viu sob críticas nesta segunda-feira, quando surgiu a notícia de que a Igreja da Inglaterra estava anunciando empregos que pagavam menos do que o salário mínimo.

Enquanto a Igreja tem defendido que os empregadores paguem aos funcionários o valor de 7,85 libras esterlinas por hora, uma vaga para trabalhar na Lichfield Cathedral está sendo ofertada por 6,50 libras por hora.

Durante a sua visita, pediu-se que o arcebispo abençoasse uma placa a ser colocada no novo complexo esportivo da escola, que receberá o seu nome.

Ele brincou, dizendo que não conseguiu manter a sua corrida diária normal e que esperava não ser visto como um “hipócrita que a imprensa diz que sou”, ao estar abençoando um complexo esportivo.

O arcebispo passou quase duas horas na escola, fundada em 1871 pelos irmãos Pollock como parte de uma missão cristã para dar conta das necessidades educacionais dos jovens que viviam no centro da cidade.

Hoje, apenas 8% dos alunos são cristãos, enquanto que quatro quintos são muçulmanos com famílias originárias principalmente do Paquistão, Iêmen e da Somália.

O diretor da escola, David Gould, falou: “Estou feliz que Dom Justin Welby tenha nos visitado. Somos muito orgulhosos do trabalho que fazemos, dando continuidade à missão iniciada a 150 anos atrás”.

Gould disse que, apensar do fato de que a escola tenha um ethos anglicano, a sua característica multirreligiosa significa que mantém uma parceria forte com vários estabelecimentos, incluindo a Mesquita Central de Birmingham.

“Os nossos pais cristãos, muçulmanos, sikhs, hindus e de outros credos, e mesmo os que não professam nenhuma religião, enviam seus filhos à St Alban’s Academy por causa de sua credibilidade e boa disciplina embasadas em sólidos princípios morais e religiosos, e porque reconhecem o valor de seus filhos estarem sendo estimulados e apoiados em suas crenças”, acrescentou.

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