Ernesto Laclau. Populismo e hegemonia

Mais Lidos

  • “Qual é o papel da ciência nas decisões públicas ou qual deve ser esse papel?”, questiona o sociólogo

    Ciência e política em disputa no novo regime climático. Interfaces entre conhecimento e realidade. Entrevista especial com Jean Carlos Hochsprung Miguel

    LER MAIS
  • Prêmio Nobel da Paz para as Crianças de Gaza: Um prêmio para todas as crianças em guerra

    LER MAIS
  • Sociólogo do trabalho, Ruy Braga analisa a reconfiguração do trabalho precário e a opressão racial no Brasil em videoconferência ministrada hoje, às 17h30min. Evento é promovido pelo IHU

    O trabalhador precarizado no Brasil tem cor, origem e aparência

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Jonas | 15 Abril 2014

Na opinião de Eduardo Rinesi, reitor da Universidade Nacional de General Sarmiento (Argentina), Ernesto Laclau, nos anos finais de sua vida, acompanhou “os fenômenos mais interessantes e potentes que vem marcando este singular momento latino-americano”. Seu artigo é publicado por Página/12, 14-04-2014. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

Surgido das entranhas mais sutis do vasto corpo de ideias que abrigou em seu momento (nos anos de sua precoce militância nas filas lideradas por seu sempre reivindicado Jorge Abelardo Ramos) a chamada “esquerda nacional”, o pensamento de Ernesto Laclau, que ao longo das décadas foi conquistando, em seu diálogo com algumas das mais sutis correntes da filosofia social e política contemporânea, uma consistência formal e terminológica fora do comum, nunca abandonou, no entanto, seus motivos fundamentais e primeiros: a pergunta pela natureza dos fenômenos populistas e a discussão em torno da ideia gramsciana de hegemonia.

É certo que em seus escritos dos últimos dez anos a palavra “populismo” designa menos um tipo de organização política do que certa “lógica” que, em sua própria indeterminação, pode nos ensinar algo sobre a natureza do político como tal, e que a noção de hegemonia se vê complexa em razão das diversas contribuições que Laclau reuniu dos campos da psicanálise, da lingüística e da retórica. Contudo, graças a todos estes instrumentos diversos e díspares, que ele sabia articular com um rigor teórico não isento de graça e de vocação provocadora, quase briguenta, foi que Laclau pôde encarar, nos anos finais de sua vida, com interesse e originalidade, a tarefa de acompanhar os fenômenos mais interessantes e potentes que vem marcando este singular momento latino-americano. Não parece que seja possível continuar procurando entender as peculiaridades e os desafios deste momento sem voltar uma vez e outra sobre seus textos.