Carta aberta do povo de Deus da Igreja de San Miguel de Sucumbíos – ISAMIS

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Por: André | 26 Outubro 2012

No espírito de uma prolongada Novena/Vigília no início do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI para comemorar os 50 anos do início do Concílio Vaticano II,

CONSIDERANDO:

1. Que no próximo dia 30 de outubro completam-se dois anos de uma violenta intervenção para acabar com o legítimo caminho da Igreja de San Miguel de Sucumbíos - ISAMIS, que durante 42 anos procurou seguir o Evangelho, o Concílio Vaticano II e o Magistério da Igreja Latino-americana;

2. Que este plano sistemático começou com a visita apostólica em 2009, a posterior decisão de tirar de maneira desrespeitosa o nosso Bispo Dom Gonzalo López Marañón, enviar em seu lugar os Arautos do Evangelho, congregação ultraconservadora com o mandato de “implantar de maneira diferente todo o trabalho pastoral”, com a saída dos Padres Carmelitas, e prosseguiu com o envio de vários sacerdotes “colaboradores” com este mesmo mandato; com a proibição de que Dom Gonzalo possa retornar a Sucumbíos; com o desconhecimento, exclusão e perseguição às comunidades, ministérios e clero incardinado; com o desrespeito e desvalorização das instâncias de coordenação e busca de consensos no marco de uma Pastoral de Conjunto, como foi a tradição na ISAMIS; com as ameaças e agressões às pessoas e aos símbolos da nossa Igreja; tendo se agudizado o conflito depois de 29 de setembro passado, data da carta aberta;

3. Que a catedral N. Sra. do Cisne, em vez de ser o símbolo da unidade do Vicariato, lugar de encontro e celebração fraterna de toda a Igreja para que volte a ser “Casa e Escola de Comunhão”, como a proclamou Dom Paolo Mietto na sua posse, converteu-se em lugar de desrespeito, exclusão e agressão por parte de um grupo de fanáticos pró-Arautos, com o apoio do pároco, Pe. Gabriel Prandi, Pró-vigário;

4. Que os leigos e leigas da Igreja de Sucumbíos lançamos ao mundo a Carta Aberta de 29 de setembro de 2012, denunciando toda esta situação, em virtude do que recebemos o apoio de várias milhares de assinaturas em Sucumbíos e uma grande solidariedade em nível nacional, continental e de outros países do mundo, como expressão da recusa dos planos de destruição de processos eclesiais comunitários comprometidos com a vida dos povos, não apenas em Sucumbíos, mas no continente;

5. Que a experiência dos 139 dias de vigília do ano passado permanece viva no povo de Deus de Sucumbíos, pois deita raízes no poço espiritual impregnado pelo Concílio Vaticano II e pela Igreja Profética e martirial da América Latina. A partir da experiência vivida e com a esperança certa de que “outra Igreja é possível”, caso nos deixarmos sacudir por um “novo Pentecostes”, para nos converter em “uma Igreja cheia de ímpeto e audácia evangelizadora” que ajuda a construir esse “outro mundo possível” coerente com o Reino de Deus.

CONVOCAMOS:

1. Todas as Comunidades, Ministérios, Missionários/as, Movimentos e Grupos do Povo de Deus de Sucumbíos, a reativar a vigília permanente, como espaço de fé, oração, reflexão, solidariedade e resistência não violenta, para que a história e a tradição eclesial da Igreja de Sucumbíos sejam respeitadas;

2. Fazemos um apelo à solidariedade ativa e ao compromisso de comunidades e grupos eclesiais do país e do mundo inteiro, organizações sociais, instituições públicas e privadas, autoridades locais, estaduais e nacionais, solicitando que se unam com suas ações a esta campanha para restabelecer e revitalizar o espírito fraterno e comunitário que sempre caracterizou a ISAMIS “Semeando Vida”;

3. E convidamos a celebrar em todos os lugares o dia 30 de outubro como “Dia da Igreja Comunidade Povo de Deus a serviço do Reino”.

Lago Agrio, Sucumbíos, Equador, 21 de outubro de 2012.

Não se pode enterrar a luz... Não se pode enterrar a vida.

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Informações blog: http://isamis2012.blogspot.com/

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