Santos anuncia avanço, mas diz que não esperará paz com Farc 'por anos'

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05 Setembro 2012

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou ontem em cadeia nacional que as negociações de paz entre seu governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) previstas para começar no início do próximo mês em Oslo deverão durar "meses, não anos". No discurso, o chefe de Estado pediu "paciência" ao povo de seu país, pois atentados da guerrilha poderão continuar ocorrendo durante as conversas.

A informação é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 05-08-2012.

Santos reforçou que as operações militares contra os guerrilheiros não cessarão e alertou para a possibilidade de possíveis "sabotagens". "Eu sei o que é a guerra", afirmou o presidente. Ao mesmo tempo, a procuradoria-geral colombiana anunciou a suspensão das ordens de prisão contra guerrilheiros designados pelas Farc como seus delegados nas negociações.

"Hoje (ontem) quero anunciar que essas reuniões exploratórias culminaram com a assinatura de um acordo entre o governo e as Farc que estabelece um procedimento, um roteiro para chegar a um acordo final que dê fim de uma vez por todas nessa violência entre filhos da mesma nação", disse Santos.

O documento "Acordo geral para o término do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura" não prevê a criação de uma zona desmilitarizada na Colômbia para a negociação de paz, como ocorreu em San Vicente del Caguán, entre 1999 e 2002, durante a fracassada tentativa de acordo entre o governo de Andrés Pastrana e as Farc. Ontem, Santos divulgou a íntegra do documento de seis pontos.

"As operações militares (do Exército) continuarão com a mesma ou maior intensidade", disse Santos. "Esse acordo não é ainda a paz nem se trata de um acordo final. É um roteiro que define com precisão os termos de discussão para chegar a esse acordo final."

"Trabalhamos com seriedade e devo reconhecer que as Farc também. Tudo o que foi acertado até agora se respeitou. Se as Farc abordarem a fase seguinte com a mesma seriedade, temos boas perspectivas", disse o presidente, que pediu "unidade para que o sonho de viver em paz se converta por fim em uma realidade".

Depois do encontro na Noruega, a negociação entre as Farc - que mantêm mais de 8 mil combatentes - e Bogotá deverá continuar em Havana, onde foi firmado o acordo preliminar. O governo colombiano também tem interesse que o Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo guerrilheiro que conta com outros 2,5 mil membros ativos, participe da negociação de paz.

O presidente explicou que Noruega e Cuba atuam como "anfitriões e avalistas" - e Chile e Venezuela acompanharão o processo de paz.

Na capital cubana, seis integrantes das Farc convocaram uma entrevista para confirmar as conversas com o governo da Colômbia e exibir um vídeo com um comunicado de Rodrigo Lodoño, o comandante máximo da milícia, conhecido como "Timochenko".

Na solenidade, o guerrilheiro Mauricio Jaramillo - que assinou o acordo preliminar - anunciou no Palácio das Convenções de Havana "o fechamento do encontro exploratório e a instalação da mesa de negociações como parte do árduo, mas necessário, caminho da construção da paz estável e duradoura para a Colômbia".

O breve e raro encontro com a imprensa ocorreu uma hora depois do discurso do presidente colombiano. No vídeo, o líder das Farc agradece os governos de Venezuela, Noruega e Cuba por sua atuação nas conversas.

Os guerrilheiros prometeram emitir um novo comunicado em Havana amanhã.

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