Severino Cavalcanti diz que não se arrepende de denúncia do padre

Mais Lidos

  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove evento em memória ao centenário do agrônomo e ambientalista brasileiro nesta quinta-feira, 20-08-2026, às 17h30min

    José Lutzenberger, 100 anos. Da Borregaard às enchentes: os alertas ignorados

    LER MAIS
  • Qual é o pior momento do ateu? Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

07 Janeiro 2012

O ex-deputado federal Severino Cavalcanti (PP), 81, disse que não se arrepende de ter denunciado ao regime militar o padre italiano Vito Miracapillo, 65.

A notícia é do jornal Folha de S. Paulo, 07-01-2012.

Em 1980, o religioso foi expulso do país após se negar a celebrar uma missa pelo Dia da Independência na cidade pernambucana de Ribeirão.

"Ele tinha uma posição prejudicial ao bom andamento das coisas em Ribeirão. Era outro momento. A posição que ele tomou não era conveniente naquela época", disse Cavalcanti, que era então deputado estadual pela Arena.

Miracapillo voltou a Pernambuco nesta semana e irá celebrar uma missa em Ribeirão hoje à noite para comemorar a decisão do Ministério da Justiça, que autorizou a renovação de seu visto permanente.

Quando desembarcou em Recife, na última terça, o padre disse que perdoou os responsáveis por sua expulsão e que concordaria em se encontrar com Severino Cavalcanti.

Atual prefeito de João Alfredo (167 km de Recife), o ex-deputado também disse que aceitaria um encontro. "Não tenho nada pessoal [contra o padre]. A hora que ele quiser marcar estou pronto para atender."

Questionado pela Folha se tomaria a mesma atitude nos dias de hoje, Severino foi evasivo. "Agora ele vem mais equilibrado. Acho que ele não iria mais tomar essa atitude."

Depois de celebrar hoje a primeira missa em Ribeirão desde sua expulsão, o padre terá de voltar a Itália, onde é pároco na cidade de Canosa.