O ''rebelde da Igreja'' promete uma ofensiva em 2012

Mais Lidos

  • Genocídio Yanomami em debate no IHU. Quanta vontade política existe para pôr fim à agonia do povo Yanomami? Artigo de Gabriel Vilardi

    LER MAIS
  • A campanha da Fraternidade 2024. Fraternidade e Amizade Social. Artigo de Flávio Lazzarin

    LER MAIS
  • A primeira pergunta de Deus ao homem foi “Onde você está?”. O Artigo é de Enzo Bianchi

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

15 Dezembro 2011

Até o fim do ano, a paz natalícia está assegurada. Para 2012, o "rebelde da Igreja" Helmut Schüller (foto) – que também é pároco em Probstdorf, Áustria – anuncia uma ampla campanha de informação.

A reportagem é de Michael Berger, publicada no sítio Kurier.at, 11-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Monsenhor Schüller, com a Pfarrer-Initiative, convidou à "desobediência". Objetivo: modernizar a Igreja e a fé. Desde então, reformadores e conservadores continuam se confrontando.

Eis a entrevista.

O cardeal Schönborn disse que não se ganha nada com o seu pedido de abertura da Igreja. Ao contrário, ele fala de modernização superficial.


Rejeito absolutamente essa crítica. É uma acusação infundada.

Segundo uma pesquisa da Oekonsult, 76,5% dos fiéis estão do lado dos reformadores. Para o senhor, isso é um compromisso?

Os sinais da base são muito fortes. Esse interesse muito ativo nos reforça.

Até que ponto? Como vocês pensam em levar as reformas adiante?

Em 2012, começaremos uma ofensiva. Os pontos a serem reformados serão novamente levados à opinião pública. Também pedimos uma discussão entre o povo da Igreja e os bispos.

Os bispos: eles representam a Igreja nacional em Roma. O senhor está satisfeito com o trabalho das nossas mais altas autoridades eclesiásticas?

Elas não podem se comportar como se só recebessem ordens. Os nossos bispos não exploram até o fim as suas possibilidades.

Segundo a pesquisa, 80% dos 4.000 padres pedem a abolição do celibato obrigatório. O fim do celibato resolveria as preocupações pela falta de padres?

Facilitaria a escolha da profissão. E traria uma maior experiência de vida à pastoral. Quem deseja absolutamente viver de forma celibatária, pode fazer. Assim como, por exemplo, com as promessas de vida monástica.

Em 2011, prevê-se que os abandonos da Igreja cheguem a 55 mil pessoas. A Igreja está fora de moda?

Os fiéis estão decepcionados, furiosos e irritados com a imobilidade. A contribuição [financeira] para a Igreja também tem o seu peso. A fé e a Igreja não precisam se vender. Depende de como nos posicionamos, de como falamos com as pessoas. Por isso, haverá essa campanha de informação em 2012.

O senhor e a Iniciativa foram ameaçados de expulsão da Igreja. As consequências ainda são essas?

Não ouvi mais falar disso. É uma grande satisfação.

A Pfarrer-Initiative irá receber, em abril de 2012, o prêmio que é concedido pela fundação suíça Herbert-Haag. Essa é mais uma motivação?

Naturalmente. Porque o prêmio é dado pela "Liberdade na Igreja". As nossas ambições de reforma são conhecidas e reconhecidas internacionalmente dessa forma.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O ''rebelde da Igreja'' promete uma ofensiva em 2012 - Instituto Humanitas Unisinos - IHU