Padres austríacos se recusam a revogar seu apelo à desobediência

Revista ihu on-line

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mais Lidos

  • Ucrânia, Terceira Guerra Mundial e o guia do Papa Francisco para a Igreja. Artigo de Tomáš Halík

    LER MAIS
  • A guerra de Putin e Kirill. “O pluralismo religioso nunca foi um problema para a democracia, mas hoje o pluralismo ético moral é para as democracias.” Entrevista com José V. Casanova

    LER MAIS
  • Das cinzas da hiperglobalização pode surgir uma globalização melhor. Artigo de Dani Rodrik

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


11 Outubro 2011

Membros da Iniciativa dos Párocos Austríacos, liderados pelo ex-vigário-geral de Viena, Mons. Helmut Schüller, disseram não poder revogar o Apelo à Desobediência emitido por eles no dia 19 de Junho. Em seu último boletim, os 407 sacerdotes e diáconos dizem: "Foi-nos pedido que nos retratemos do texto do "Apelo à Desobediência", mas não podemos fazer isso em sã consciência porque continuamos convictos do seu conteúdo".

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt e Sarah Mac Donald, publicada na revista católica britânica The Tablet, 08-10-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os sacerdotes exigem a reforma ou o diálogo sobre as questões do celibato sacerdotal, do sacerdócio feminino e da comunhão a divorciados e a pessoas em segunda união. Eles também querem o reforço do papel dos leigos na Igreja.

"A desobediência com relação a certas leis e regras eclesiásticas restritivas em vigor há anos faz parte da nossa vida e do nosso trabalho pastoral. Declarar publicamente algo diferente do que pensamos e de como agimos tornaria ainda mais aguda a dissonância na Igreja e na pastoral", disseram eles na carta. Eles estavam plenamente conscientes de que a palavra "desobediência" poderia ser inflamatória, mas insistiram: "Não entendemos uma desobediência generalizada por gosto da contradição, mas sim uma obediência graduada, que devemos sobretudo a Deus, depois à nossa consciência e por fim às disposições eclesiásticas".

Falando esta semana em Dublin, onde se dirigiu a um encontro da Associação Irlandesa dos Padres Católicos (ACP), Mons. Schüller disse à The Tablet que, quando ele se tornou vigário geral em Viena, em 1995 – cargo que ele ocupou até 1999, trabalhando junto ao arcebispo Christoph Schönborn –, ele tinha esperança de mudança na Igreja, em linha com o que havia sido permitido pelo Concílio Vaticano II. "Mas agora temos a suspeita de que o Vaticano quer que a Igreja vá para trás", disse. Ver a Igreja como uma "fortaleza contra o mundo e contra o mundo secular" não era a forma que o Concílio Vaticano II pensou, argumentou ele.

Uma questão-chave hoje pertence ao papel dos leigos/as batizados/as – que "não são apenas compradores em alguma loja, mas sim pedras do edifício da Igreja". Eles devem crescer em influência e em participação nas decisões da Igreja, disse ele, "por causa da sua abundante experiência de vida". Ele disse que a Igreja "tem medo dos leigos porque ela os vê como pessoas infectados pela secularização e pelo relativismo". As preocupações da Iniciativa sobre o sacerdócio, disse, estão baseadas nos direitos reconhecidos pela ONU para que os homens se casem, e nos direitos iguais das mulheres reconhecidos pelo mundo secular, mas não, ele disse, pela Igreja.

Em seu boletim informativo, os sacerdotes disseram que haviam sido aconselhados a discutir algumas das reformas "mais simples" exigidas por eles com o cardeal Schönborn, mas eles estavam preocupados em evitar uma discussão das reformas "apenas entre alguns poucos membros do clero superior", reformas estas que dizem respeito a todos os fiéis do "clero inferior".

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Padres austríacos se recusam a revogar seu apelo à desobediência - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV