O Vaticano fixa as normas para celebrar a missa em latim

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13 Mai 2011

O sacerdote que quiser ceebrar a missa em latim deve conhecer o idioma e os fiéis que quiserem missas em latim devem solicitá-lo ao seu bispo, mas também é permitido que os fiéis de várias paróquias e dioceses possam se reunir e pedir a autorização em outro lugar. Se nas dioceses interessadas não houver sacerdote que conheça o idioma de Cícero e do Império Romano, então o bispo poderá procurar fora de seu território alguém que o conheça. Nos seminários será oferecida a possibilidade de aprender o rito em língua latina.

A reportagem é de Rossend Domènech e está publicada no jornal espanhol El Periódico, 13-05-2011. A tradução é do Cepat.

Estas são algumas das instruções concretas que o Vaticano publicou na manhã desta sexta-feira, razão pela qual a partir desta data se regulará a possibilidade de dizer missas em latim seguindo um rito em vigor até 1962. Esta Instrução chega após três anos de experiência durante os quais já era possível utilizar para o rito um idioma que, efetivamente, havia sido mudado pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), ao introduzir o uso da língua local. Após as observações que neste lapso de tempo os bispos de todo o mundo fizeram, o Papa fixou agora as normas definitivas.

A possibilidade de seguir celebrando a missa em latim, que com o Concílio parecia ter acabado, responde aos pedidos dos cismáticos seguidores do bispo Marcel Lefebvre, que, entre outras coisas, discutiu o uso da língua vernacular para as missas, a validade daquele Concílio e inclusive a eleição dos papas que se seguiram (Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II). Por esta razão, o documento de hoje destaca que a possibilidade de dizer missas em latim deve ser considerada, por aqueles que não compartilham dessa permissão, como "um objetivo de reconciliação". No resumo do documento se pede que as aspirações dos amantes do latim "não seja obstaculizada, mas favorecida e alcançada".

Os seguidores de Lefebvre haviam sido excomungados por João Paulo II, mas Bento XVI levantou, em 2009, a expulsão da Igreja aos quatro bispos que ilegalmente o fundador havia nomeado. O gesto do Papa, que havia feito da volta ao redil dos lefebvrianos um de seus objetivos, se complicou poucas horas depois quando um dos quatro bispos, Richard Williamson, negou o holocausto dos judeus na Alemanha nazista.

Sucessivamente, o Vaticano constatou que persistiam diferenças sobre a doutrina da Igreja católica. Entre elas, a validade do Concílio Vaticano II. A partir daí, foram iniciadas negociações, enquanto que, paralelamente, uma parte dos 453 sacerdotes cismáticos e de seus 200.000 fiéis, mais algumas freiras e seminaristas, pediram permissão para retornar à Igreja, mas conservando algumas de suas peculiaridades. Como, por exemplo, a missa em latim segundo a forma anterior ao Concílio. Vários bispos manifestaram seu mal-estar com a decisão de Bento XVI, que no documento desta sexta-feira continua insistindo na necessidade de uma "reconciliação e unidade".

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