A Igreja da Guatemala exige que o assassinato do monsenhor Gerardi seja esclarecido

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26 Abril 2011

A Igreja católica espera que a Justiça alcance todos os responsáveis pelo assassinato do bispo guatemalteco Juan Gerardi, que completa 13 anos, afirmou o diretor do Escritório de Direitos Humanos do Arcebispado (Odha), Nery Rodenas.

A reportagem é da Agência Efe, 26-04-2011. A tradução é do Cepat.

Em declarações à Agência Efe, Rodenas assinalou que não pode dar detalhes sobre o andamento das investigações envolvendo o caso, mas anotou que "a Igreja católica espera que a justiça abarque todos os que participaram do vil assassinato" do bispo, porque "é importante descobrir os outros responsáveis".

Até agora, três pessoas – dois militares e um sacerdote – foram julgadas e condenadas pelo assassinato a golpes de Gerardi, ocorrido no dia 26 de abril de 1998 na casa paroquial de San Sebastián.

O diretor da Odha acrescentou que a investigação está cerca de 75% concluída, mesmo que não tivesse havido outras prisões.

"A investigação contra outras 13 pessoas, a maioria militares, continua para descobrir a autoria intelectual e material", reiterou Rodenas em uma coletiva de imprensa na casa paroquial de San Sebastián.

Em 7 de junho de 2001, os tribunais guatemaltecos condenaram a 20 anos de prisão o coronel Byron Lima Estrada e seu filho, o capitão Byron Lima Oliva, por coautoria no assassinato do bispo.

Também foi condenado a 20 anos o sacerdote Mario Orantes por sua cumplicidade no crime.

Rodenas recordou que durante o processo que levou à condenação dos militares e do religioso "se conseguiu provar a participação do Estado no assassinato, através do relatório do Remhi".

O relatório da Recuperação da Memória Histórica (Remhi), denominado "Guatemala Nunca Mais", foi apresentado por Gerardi cerca de 54 horas antes do seu assassinato, e o documento recolhe mais de 54.000 violações dos direitos humanos durante o conflito armado (1960-1996), a maioria atribuídas ao Exército.

"Acreditamos que cerca de 20 pessoas participaram do planejamento, vigilância e execução de Gerardi e a campanha de desinformação que se seguiu ao crime", afirmou Rodenas, sem entrar em mais detalhes.

Para comemorar o 13º aniversário do crime do bispo auxiliar da Guatemala, a Igreja católica e outras organizações humanitárias realizarão a partir de hoje [ontem] e até a próxima sexta-feira uma série de atividades religiosas.

A cripta na Catedral Metropolitana, na qual repousam os restos mortais de Gerardi, será aberta nesta terça-feira [dia 26], quando também se celebrará uma eucaristia em memória do religioso assassinado, e se fará uma caminhada noturna até a igreja San Sebastián.

Na próxima sexta-feira, será exibido o filme "Gerardi", produzido por dois guatemaltecos em 2010, e nesse mesmo dia haverá um ato em comemoração aos sobreviventes do conflito armado.

Rodenas destacou que todas as atividades são planejadas com o intuito de manter viva a memória e o legado de Gerardi, que lutou pelos mais despossuídos da Guatemala.

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