O número de irmãs em declínio, um desafio para a igreja

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27 Março 2018

Na sombra por muito tempo, a situação das freiras na Igreja Católica Romana - de crise, de desapontamento e de esperança - está se impondo e, em um tempo de redução, o suave exército de mulheres consagradas que de um milhão há alguns anos caiu agora, no mundo, para 670 mil, apresenta problemas inevitáveis, de natureza prática, mas também teológica e institucional. No início de março, quem atirou a primeira pedra nessas águas paradas foi "Donne Chiesa Mondo" para o artigo publicado aqui no ihu o suplemento mensal do "L'Osservatore Romano", em que várias freiras expressaram suas insatisfações mais do que justificadas.

A reportagem é de Luigi Sandri, publicada por Trentino, 26-03-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A lista de pontos sensíveis é ampla: algumas delas afirmaram ser economicamente exploradas quando desempenham tarefas domésticas dentro de estruturas da igreja, nas casas de padres, bispos ou cardeais, em escolas ou em clínicas; e outras de serem pagas pouco ou definitivamente não pagas. Muitas vezes, seu profissionalismo e competência, ou suas qualificações acadêmicas, não são reconhecidos.

Outras, que quando ficam idosos ou doentes, nem sempre são ajudadas com seguros adequados ou pensões. Não poucas freiras ficaram felizes com a inesperada "denúncia", convencidas de que tal publicação induzirá as autoridades eclesiásticas a tomar decisões até agora nunca adotadas. Mas da Índia chega um meio jato de água fria: na semana passada representantes das freiras do subcontinente relataram que as admissões do jornal romano "chegaram tarde demais". Segundo as estatísticas divulgadas pela agência do Vaticano Fides, as freiras, como um todo, no ano passado eram de 670 mil: na África 71 mil, e na Ásia 171 mil, com um crescimento, nos dois continentes, de cerca de mil em relação ao ano anterior. No entanto, nas duas Américas, onde há tantas quantas na Ásia, elas diminuíram em 5.600; e, na Europa, onde são 247 mil, reduziram em 8.300. Existem 7.700 na Oceania, com um declínio de 240.

Portanto, se elas crescem nos antigos países de missão, naqueles do antigo cristianismo diminuem drasticamente. Portanto, não poucos párocos e bispos na Europa para os serviços domésticos têm freiras do "terceiro mundo". O Papa Francisco, na Cúria, nomeou mais de uma freira chefe de departamento em alguns dicastérios; e muitos bispos confiaram cargos importantes a religiosas. O poder real de fato continua sempre nas mãos do clero, portanto, dos homens. No entanto, muitas atividades - pastorais, nas escolas e hospitais - especialmente no sul do mundo, são confiadas a mulheres religiosas que trabalham com um empenho incalculável, e seriam impossíveis sem elas. O que fazer? Do mundo teológico elevaram-se vozes de homens e de mulheres para que na Igreja Romana sejam rediscutidos a fundo os ministérios eclesiais, resolvendo abri-los, sem qualquer exclusão, inclusive para o mundo feminino. Seria uma revolução: possível, é claro, na linha do Evangelho, mas impensável na atual estruturação do catolicismo, onde essa estrada, formalmente barrada pelo papa Wojtyla e deixada fechada por Francisco, não consta dos mapas. Por enquanto; amanhã... quem sabe.

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