A água que sacia. Breve reflexão para crentes ou não. Comentário de Chico Alencar

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08 Março 2026

" Nesse Dia Internacional das Mulheres, o Evangelho de João (4, 5-42) relata o diálogo de Jesus com uma samaritana. Conversa que, na moldura preconceituosa da época, era proibida: moradores da Judéia e da Samaria - muito discriminado/as - sequer deviam se falar. Com mulher, então...".

O comentário é de Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ. 

Eis o comentário.

Nesse Dia Internacional das Mulheres, o Evangelho de João (4, 5-42) relata o diálogo de Jesus com uma samaritana. Conversa que, na moldura preconceituosa da época, era proibida: moradores da Judéia e da Samaria - muito discriminado/as - sequer deviam se falar. Com mulher, então... 

No poço de Jacó, Jesus, que "parara para descansar", pede: "dê-me de beber". Água com "A" alteridade, de acolhimento - jeito bom de chegar no outro fazendo-o sentir-se necessário (e todos somos, uns aos outros!).

A samaritana estranha: "um judeu pedindo a mim, mulher da Samaria?". E estranha ainda mais quando Jesus lhe fala do "dom de Deus" e de uma "fonte de água viva", fora do controle patriarcal.

Assim nós, sedentos de vida plena, plantinhas que precisam ser regadas. A quem pedimos? Sabemos onde colocar nossos desejos?

Há os que tentam saciar sua sede em "águas" que, ao invés de refrescar e hidratar, envenenam e até matam.

"Águas" do poder, da grana "master", das fraudes e ilusões de prestígio tão passageiras. "Minas vorcaras" de ostentação, "fontes" de pastores adoradores não de Deus, mas do dinheiro.

"Águas" do prazer desvairado, do consumo obsessivo, do preconceito de classe e raça.

"Águas" poluídas que movem os "moinhos" dos mísseis, das guerras imperialistas por domínio e petróleo, sob o signo da morte.

Mas nós também podemos escolher águas cristalinas, de nascentes que jorrarão para sempre. Águas vitais da justiça, da solidariedade, do respeito, da ética. Do amor.

Águas que lavam nossa alma e nos levam ao reconhecimento e respeito das mulheres - as "samaritanas" de hoje. O feminino - mais da metade da humanidade - com os cântaros da dignidade. Mulheres em luta, que se afirmam contra todas as opressões e violências.

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