Um guia para entender a COP30 em Belém

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14 Junho 2025

Pesquisa de Ideia Instituto de Pesquisa e do Instituto LACLIMA, divulgada pelo O Globo, revela que 71% dos brasileiros e brasileiras não sabem o que é a COP30. O desconhecimento, não só no Brasil, das definições e metas firmadas no Acordo de Paris levaram a Federação Luterana Mundial (FLM) a editar um novo Guia de Advocacia Climática.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

O guia explica os principais instrumentos de ação climática acordados em Paris, indica quais as responsabilidades das nações, identifica as estratégias e políticas eficazes para alcançar as metas, chama a comunidade religiosa à ação e alerta para o aquecimento global.

O progresso global na perspectiva da justiça climática tem sido insuficiente, já que as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, a sigla em inglês, que arrolam a contribuição nacional de cada Estado para alcançar os objetivos do Acordo de Paris), delineando metas climáticas de dez anos e planos de implementação, e verificando o que foi construído até agora, empurra a humanidade para um aquecimento global de 2,7º, muito além do objetivo de limitar em 1,5º o aumento da temperatura média mundial.

Para alcançar a meta proposta, as emissões globais teriam que ser reduzidas em 50% até 2030! “A COP30 no Brasil oferece uma oportunidade crítica para reverter as tendências atuais, limitar o aquecimento global e fortalecer a resiliência climática”, arrola o guia da FLM.

O Acordo de Paris estabelece três instrumentos que os países signatários firmaram para fazer frente ao aquecimento global e combater o efeito estufa. Além das NDCs, os outros dois instrumentos são os Planos Nacionais de Adaptação (PANs, a sigla em inglês), que definem as estratégias de longo prazo, e as próprias estratégias de longo prazo (LTSs, a sigla em inglês), que detalha os caminhos para emissões líquidas zero até meados do século.

Ficou acordado no Acordo de Paris que as LTSs deveriam estar definidas antes de 2020. “No entanto, muitos países ainda não cumpriram esse requisito até a data. Em novembro de 2024, somente 75 países tinham apresentado suas LTSs”, aponta o guia.

Diz mais: “Na Conferência das Nações Unidas sobre o Câmbio Climático em Baku, reunido em novembro de 2024, foi necessário um esforço imenso para simplesmente evitar o colapso do Acordo de Paris. Vários obstáculos se interpuseram no caminho: as economias impulsionadas pelos combustíveis fósseis resistem à mudança no intuito de proteger suas indústrias; as nações ricas não oferecem o apoio suficiente aos países em desenvolvimento e as economias de rápido crescimento se negam a assumir mais responsabilidade”.

“O interesse próprio – constata o guia – parece prevalecer sobre o bem comum. Os países em desenvolvimento mais pobres e vulneráveis ao clima são os que mais sofrem as consequências”.

Os desafios são cada vez maiores, admite o Guia, que pergunta, no entanto, “se deveríamos desanimar”, “perder a esperança”, “ficar na passividade”? A resposta vem com um rotundo “não!”

“Agora mais do que nunca, devemos assumir nossas responsabilidades”. Devemos, continua o guia, “alçar nossa voz, responsabilizar os líderes e impulsionar políticas que priorizem as pessoas e o planeta acima de lucros”. Em nível local, é possível alcançar um impacto positivo, de modo especial se forem mobilizadas, também, as organizações baseadas na fé e as igrejas e seus líderes. “Juntos somos muitos e podemos marcar a diferença”.

O Guia, de 28 páginas, pode ser baixado, gratuitamente, em espanhol clicando aqui, ou em inglês aqui.

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