Para Francisco: Ecumenismo e missão estão interrelacionados

Papa e lideres religiosos | Foto: Reprodução

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05 Setembro 2022

 

A reconciliação entre as igrejas é necessária para alcançar a reconciliação em outros âmbitos, afirmou o papa Francisco em mensagem dirigida à 11ª Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reunida em Karlsruhe, Alemanha.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

A mensagem foi lida pelo presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, na primeira sessão do evento, dia 1º de setembro. “A reconciliação entre os cristãos é pré-requisito fundamental para a missão crível da Igreja”, pois “ecumenismo e missão se pertencem e se interrelacionam mutuamente”, destacou Francisco.

 

Ao se reportar ao tema da AssembleiaO amor de Cristo leva a reconciliação e a unidade ao mundo -, o papa frisou que cristãos devem dar um testemunho comum do Evangelho em resposta à injustiça e à divisão no mundo, não só entre as igrejas, mas também entre religiões, culturas, povos, nações e toda a família humana.

 

Em mensagem visual, o patriarca ecumênico Bartolomeu referiu-se ao “pecado de ignorar a presença divina em todas as coisas e em todas as pessoas”. Também se referiu à incapacidade de olhar além “de nós mesmos para discernir e detectar o propósito pelo qual Deus criou todos os seres humanos e todas as coisas”. Perguntou, então, “como podemos reconciliar nossa magnífica fé com nosso evidente fracasso?”

 

O patriarca qualificou o câmbio climático como a maior ameaça ao planeta e invocou arrependimento “por nossos hábitos irresponsáveis e nossas práticas destrutivas para com outras pessoas e com respeito aos recursos naturais”. Lembrou o “sofrimento injusto” provocado pela guerra na Ucrânia. “Nunca deveríamos reduzir nossa vida religiosa a nossos próprios interesses. Deveríamos recordar sempre nossa vocação de transformar toda a criação de Deus”, proclamou.

 

O CMI é uma comunhão de igrejas fundado em 1948 e reúne 352 igrejas das famílias protestantes, evangélicas, ortodoxas e anglicanas, em mais de 120 países. A organização ecumênica também trabalha em cooperação com a Igreja Católica Apostólica Romana.

 

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