Indígena Piripkura denuncia iminente extermínio do seu povo

Terra Indígena Piripkura, no Mato Grosso (Foto: Dado Carlin/Divulgação)

Mais Lidos

  • Leão XIV proclama o segredo mais bem guardado da Igreja Católica em ‘Magnifica Humanitas’. Artigo de Thomas Reese

    LER MAIS
  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Horas antes do cisma ser finalizado, Pagliarani responde ao Papa: "Não somos cismáticos, somos o remédio de que a Igreja precisa"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Agosto 2021

 

A única pessoa contatada dos Piripkura, povo indígena da Amazônia mato-grossense, relata seu medo de que invasores ilegais em breve assassinem seus parentes isolados. Rita Piripkura é a única pessoa de seu povo em contato frequente com pessoas de fora. Em um vídeo único publicado hoje pela Survival International, ela descreve como nove de seus parentes foram massacrados em um ataque realizado por madeireiros e conta que seu irmão e seu sobrinho, Baita e Tamandua, ainda vivem isolados dentro do território.

A reportagem é de Survival International Brasil, publicada por Sul21, 13-08-2021.

Rita disse: “Tem muita gente andando aqui. Vão matar eles dois, se matar daí não tem mais”. Veja o vídeo abaixo:

 

 

Em 2020, a Terra Indígena Piripkura (MT) foi mais desmatada do que qualquer outro território de povos indígenas isolados no Brasil. Acredita-se que possa haver outros sobreviventes Piripkura vivendo nas partes mais densas da floresta.

A terra dos Piripkura está atualmente sob uma portaria de restrição de uso – um regulamento que é usado para legalmente proteger territórios de povos indígenas isolados que ainda não passaram pelo longo processo de demarcação. A restrição de uso da Terra Indígena Piripkura expira em 18 de setembro.

Um juiz recentemente ordenou que as autoridades removessem fazendeiros e madeireiros que invadiram o território, mas pouco foi feito para cumprir essa decisão até o momento.

Outras seis terras de povos indígenas isolados estão sob restrições de uso, e no total, elas cobrem uma área de 1 milhão de hectares de floresta amazônica. Porém o Presidente Bolsonaro e seus aliados querem abrir esses territórios para a exploração como parte de sua agenda de ataques aos direitos indígenas.

 

Imagem: Mapa da Terra Indígena Piripkura

 

Sarah Shenker, coordenadora da campanha da Survival sobre povos indígenas isolados, disse hoje: “O forte e urgente apelo de Rita Piripkura pela sobrevivência de seus parentes isolados deveria repercutir no mundo todo. O povo Piripkura tem sido dizimado por décadas de invasões e massacres. Agora esses poucos sobreviventes talvez enfrentem o mesmo destino, já que fazendeiros e políticos, incentivados pelas ações e propostas genocidas do Presidente Bolsonaro, estão tentando acabar com toda e qualquer proteção à floresta dos Piripkura.

As restrições de uso – e sua correta execução – são o único regulamento que se coloca entre povos indígenas isolados, como os Piripkura, e o extermínio. Elas devem ser renovadas, todos os invasores devem ser retirados e as terras efetivamente protegidas.”

Saiba mais e aja

(*) Movimento Global pelos Direitos dos Povos Indígenas. Somos um movimento de pessoas de mais de 100 países. Nossa visão é de um mundo onde os povos indígenas são respeitados enquanto sociedades contemporâneas e têm seus direito garantidos. Nós rejeitamos dinheiro de governos pois assim garantimos nossa absoluta independência e integridade.

 

Leia mais