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28 Julho 2020

Quase cinquenta dias de hospital por causa da Covid-19, perto da morte por um fio e o retorno à vida. Entre os números trágicos dos boletins diários dos infectados, seu nome também apareceu em 19 de março: Derio Olivero, bispo de Pinerolo. Transportado com urgência para o hospital em Pinerolo, ele passou pelo processo mais pesado de tratamento. Dezenas de milhares de pessoas oraram por ele, esperando por sua cura. E isso Dom Derio o sentiu. "Estou vivo por um milagre", confessa. Para acolher os ensinamentos e as provocações que a pandemia trouxe à Igreja e à sociedade, D. Olivero não se poupa.

Suas palavras estão circulando por todo o mundo. Incansável. Sua dramática experiência de contágio, combinada com o olhar para o futuro, é contada no livro "Verrà la vita e avrà i suoi occhi” (em tradução livre, Virá a vida e terá seus olhos, San Paolo). No prefácio, o cardeal Zuppi revela: “Nos seus olhos, vejo refletida a luz do amor por uma Igreja de comunhão, de relações que se tornam a presença daquele Deus que busca a relação com cada homem, [...] neste livro há muito sofrimento, mas também muita luz para o nosso caminho”.

A entrevista é de Chiara Genisio, publicada por Revista Vita Pastorale, edição de agosto-setembro de 2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

D. Olivero, depois da tempestade pandêmica, o que é a beleza do arco-íris?

Percebemos que só podemos sair disso criando uma rede. O que aconteceu não diz respeito a uma pessoa ou um grupo, mas é uma questão que envolve a todos. O arco-íris, então, é que em rede qualquer tragédia pode ser enfrentada, talvez o tínhamos esquecido. O arco-íris é a palavra comunidade. Foi redescoberto que fazemos parte de um todo e, ao nos reconhecermos como parte de uma comunidade, podemos renová-la. Podemos enfrentar a tragédia que vivenciamos e, portanto, renovar a comunidade quando tudo isso tiver acabado.

Ao acordar do coma, o senhor disse que as orações o salvaram, e o que importa são apenas as relações. O que é uma relação para o senhor?

Quando eu estava perto da morte e tudo evaporava, muitos rostos apareceram em minha mente. E permaneceram parte de mim com a confiança em Deus, que é outra relação. Relação é a capacidade de abrir espaço para outra pessoa e saber prometer algo aos outros e saber ser fiel. Uma verdadeira relação tem essas duas grandes dimensões, válidas tanto para os amores quanto para as amizades. Eu descobri vivendo essa experiência. Eu sempre disse isso, mas talvez de um modo mais teórico. Agora eu o redescobri: as relações são a parte mais verdadeira de nós mesmos.

Quantas relações cada um de nós pode ter?

Não temos um coração infinito, mas temos a possibilidade de hospedar mais relações do que temos.

Se as orações de tantos homens e mulheres o salvaram, isso significa que ainda sabemos orar?

Muitos me confiaram o coração, com carinho no bom Deus. Confiar, se entregar, confiar-se. Cultivar a confiança. Ainda somos capazes de fazê-lo. A oração é um treinamento da fé. Dizem que aquele que acredita deve orar, na realidade é verdade também o contrário: quem ora também consegue crer.

O senhor repete que não devemos voltar a ser como antes, nem mesmo na Igreja. O que estava errado?

O essencial foi dito pelo teólogo P. Giuliano Zanchi: ‘As palavras da Igreja estão desgastadas’. Ou seja, não afetam a vida e não abrem para a esperança. Esta é uma das fragilidades da nossa Igreja. Em uma época de mudança radical de paradigma, ainda não encontramos palavras para falar do cristianismo de uma nova maneira. A Igreja muitas vezes é uma boa máquina organizacional, mas não uma comunidade de relações.

Como o teólogo Pe. Ivo Seghedoni afirma: ‘Não precisamos de uma igreja que frequente a igreja, mas de uma Igreja que frequente a todos”. Eu gosto muito disso. O risco é não levar em consideração as pessoas de fé não praticantes. Nós nos encontramos em uma situação em que todos não podiam praticar, e vimos que existem também outras dimensões que cuidam de nossa fé e espiritualidade. O valor da missa é central, mas não basta.

Palavras são importantes para o senhor. Quais são aquelas que nunca devemos esquecer em nosso cotidiano?

A primeira é confiança. Se existe uma tarefa para homens e mulheres adultos, é continuar acreditando na vida para si e para as novas gerações. Isso vale ainda mais para os cristãos. Uma confiança que deve ser mostrada. A outra palavra é essencialidade. Há tempo estamos cientes de que também devemos ser mais essenciais em relação à exploração a terra.

Como começa o seu dia após a Covid-19?

Depois de ter corrido o risco de morrer, percebi que me foi concedida outra oportunidade. Eu tenho um enorme senso de gratidão. Costumo pensar no respiro - tive sérios problemas respiratórios - e imagino que cada respiro seja um presente. É uma sensação muito boa, que me ajuda a olhar para o sol nascente ou para uma pessoa que encontro como um dom. Tenho um legado que espero que permaneça no meu coração pelos próximos anos.

Qual Igreja o senhor sonha?

Sonho com uma igreja como a que Francisco indica: em saída. Que saiba dar voz à vivacidade do cristianismo e à transparência do evangelho; que ajude a pensar com liberdade e que aposte muito nas relações.

 

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