Cardeal alemão diz que as ‘correções’ não vão mudar a decisão do Papa

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Outubro 2017

Embora um único bispo tenha se atrevido a assinar a "correção filial" do Papa Francisco, não para de crescer o número de prelados que saíram para defender o pontífice das acusações de propagação de "posições heréticas" na Amoris Laetitia. O cardeal Parolin, o arcebispo Bruno Forte, o cardeal Marc Ouellet... e agora o cardeal Reinhard Marx, que recordou que tudo o que está na exortação apostólica e "também nas passagens críticas" é uma representação literal da opinião dos bispos que participaram dos Sínodos sobre a Família em 2014 e 2015.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 03-10-2017. A tradução é de André Langer.

Assim, em comentários feitos em uma entrevista coletiva após a reunião de outono do episcopado alemão, o cardeal Marx – presidente da Conferência Episcopal nacional e também arcebispo de Munique e Freising – rejeitou de forma contundente as demandas dos ultraconservadores para que o Papa corrija alguns ensinamentos contidos em seu documento sobre aspectos do matrimônio, da moral e da recepção dos sacramentos.

Por mais debates e "correções" que houvesse sobre a Amoris Laetitia, não mudaria a decisão dos bispos e do pontífice de abrir os sacramentos, em algumas circunstâncias, aos divorciados e recasados. "Para mim, o assunto está claro e decidido", declarou Marx, um dos padres sinodais responsáveis por idealizar a "abertura pastoral" a católicos que se encontram em situações familiares "irregulares".

Na semana passada, La Civiltà Cattolica publicou o texto de um encontro-entrevista que o Papa Francisco teve com mais de 50 jesuítas em Cartagena das Índias, onde o Pontífice também sugere que ele não pretende alterar de maneira alguma a sua exortação apostólica. "Eu ouço muitos comentários – respeitáveis porque são ditos por filhos de Deus, mas equivocados – sobre a Exortação Apostólica Pós-Sinodal", afirmou Francisco na ocasião, apontando ao mesmo tempo que para entendê-la bem "é preciso lê-la do começo ao fim", ao longo de cuja leitura se pode verificar "que a moral da Amoris Laetitia é tomista" e muito mais do que "pura casuística".

Leia mais