Cardeal Schönborn apela para manter a “distintividade” do casamento

Foto: Pixabay

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18 Outubro 2018

O casamento é decisivo para a procriação e para a sucessão de gerações, e isso só é possível na união entre um homem e uma mulher, diz o cardeal Schönborn.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por The Tablet, 16-10-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo se tornará legal automaticamente na Áustria a partir de 1º de janeiro de 2019, após uma decisão do Tribunal Constitucional austríaco em 12 de outubro, apesar do recente apelo do cardeal Christoph Schönborn ao governo de coalizão para tentar encontrar uma solução que mantenha a 'distintividade' única do casamento.

Em 04 de outubro, pouco antes de sua partida para o Sínodo da Juventude em Roma, Schönborn disse ao jornal da Igreja de Viena, “Der Sonntag”, que esperava que os partidos da coalizão do governo examinassem conscientemente, mais uma vez, se uma solução não-discriminativa poderia ser encontrada, ao mesmo tempo que mantivesse a 'distintividade' única do casamento.

“Posso entender bem que, para parceiros do mesmo sexo, uma parceria legal é muito pouco. Esse desejo pelo casamento é algo muito profundo e, na verdade, é um maravilhoso exemplo de sua incomparabilidade. Mas, por mais compreensível que seja esse desejo pelo casamento, é preciso ter sempre em mente que o casamento é decisivo para a procriação e a sucessão de gerações, e isso só é possível em uma união (“Verbindung”) entre um homem e uma mulher”.

A conferência dos bispos austríacos tomou conhecimento da decisão.

“Esperávamos uma solução melhor, mas devemos aceitar o fato de que o governo de coalizão não conseguiu encontrar uma”, disse Peter Schipka, secretário da conferência dos bispos, à Kathpress em 13 de outubro, na ausência de Schönborn. Como agora a pressão pela maternidade por substituição (barriga de aluguel) está fadada a aumentar, “o próximo desafio para a legislatura é conseguir uma proibição para proteger a dignidade das mulheres e das crianças”, sublinhou.

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