Holanda é processada por "inação" no clima

Mais Lidos

  • Leão XIV proclama o segredo mais bem guardado da Igreja Católica em ‘Magnifica Humanitas’. Artigo de Thomas Reese

    LER MAIS
  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Lefebvrianos, a Santa Sé formaliza o cisma: "As portas se abrem para os fiéis que não aderirem"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

15 Abril 2015

Um grupo de quase 900 holandeses está processando o governo do país por não tomar medidas suficientes para combater o aquecimento global. O caso expõe o risco de judicialização do tema das mudanças climáticas.

A informação é publicada pelo jornall Valor, 15-04-2015.

A primeira audiência ocorreu ontem, na Corte Distrital de Haia. A sentença deve sair nos próximos seis meses. A ação foi organizada pela ONG Urgenda Foundation, que afirma em seu website ser esse "o primeiro caso na Europa em que cidadãos tentam responsabilizar um Estado por sua inação potencialmente devastadora".

Os autores da ação querem que a Justiça obrigue a Holanda a implementar políticas para reduzir, até 2020, suas emissões de gases causadores de efeito estufa para níveis entre 25% e 40% inferiores aos de 1990. Essa foi a meta definida para países desenvolvidos pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), a fim de reduzir em 50% as chances de alta de 2ºC na temperatura global.

A Urgenda convidou 866 holandeses para participar como coautores 866 da ação, entre eles professores, empresários, artistas e crianças, representadas pelos seus responsáveis. "Queríamos mostrar que essa não é apenas uma ideia de uma organização, mas um amplo movimento de pessoas que estão muito preocupadas com as mudanças climáticas e acreditam ser necessário processar o Estado por conta disso", disse Dennis van Berkel, representante da ONG, ao jornal britânico "The Guardian".

A Urgenda requer também na ação "que o tribunal declare que o aquecimento global acima de 2 °C levará a uma violação de direitos fundamentais do homem no mundo todo". E que "o Estado holandês age ilegalmente ao não contribuir com sua responsabilidade proporcional de evitar um aquecimento global" dessa magnitude.