A explosão de Trump contra Hegseth: "A culpa pelos arsenais vazios é sua"

Donald Trump e Pete Hegseth (Foto: Daniel Torok | White House | Flickr)

Mais Lidos

  • Itinerantes do Espírito. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Precisamos mudar a lente das instituições e olhar para essas ocorrências com a gravidade de fato que elas têm”, alerta a pesquisadora

    Lei Maria da Penha. 20 anos depois. Entrevista especial com Juliana Brandão

    LER MAIS
  • A mística zen budista na trama da vida. Artigo de Faustino Teixeira

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

08 Agosto 2026

Segundo a imprensa, o incidente ocorreu em Camp David, e o secretário da Guerra culpou seu vice. A Casa Branca nega.

A reportagem é de Massimo Basile, publicada por La Repubblica, 07-08-2026.

Diante de uma crise energética, a primeira regra de Washington é ter cuidado com a forma como reage, pois isso pode significar muito mais do que uma simples negação. Donald Trump tinha duas opções: negar a reportagem do Washington Post de que ele havia ficado furioso com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, acusando-o de esconder o fato de que o arsenal americano havia sido drasticamente reduzido em 80%, incluindo interceptores e mísseis guiados de longo alcance. Ou ele poderia confirmar a história, explicando que o problema não representava uma ameaça no conflito com o Irã. Trump escolheu um terceiro caminho: negou a crise e prometeu punir aqueles que vazaram a informação, confirmando-a na prática.

Em uma postagem furiosa publicada durante a madrugada no Truth, o magnata afirmou que os Estados Unidos possuem "enormes quantidades de munições" e acrescentou que mais serão produzidas em breve para serem enviadas ao Oriente Médio, sem, no entanto, fornecer detalhes. O comentário veio após revelações sobre uma reunião acalorada do gabinete em Camp David, a residência presidencial em Maryland. Segundo o Washington Post, Trump teria pedido explicações a Hegseth sobre a redução dos estoques militares e o acusou de se sentir enganado, pois acreditava que o problema "já havia sido resolvido". Hegseth culpou seu vice, Stephen Feinberg, a quem Trump teria ameaçado demitir.

A história de fundo revelou a vulnerabilidade dos Estados Unidos em um momento crucial do conflito e desmentiu a narrativa de Trump, que poucos dias antes havia declarado ter impedido o "maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial" para facilitar as negociações. Com que armas? A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descartou o conflito como "notícia falsa".

"Eu estava em Camp David com o presidente Trump e o secretário Hegseth. Isso literalmente nunca aconteceu." O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou a história de "fabricada". Mas não foi o suficiente para abafar o caso. Então, o presidente interveio. "Os responsáveis ​​por vazar essas declarações traiçoeiras estão sendo caçados. Longas penas de prisão serão solicitadas", prometeu. Este caso ocorre poucos dias depois de outro envolvendo o Departamento de Defesa, criticado por manipular dados sobre baixas americanas na guerra com o Irã.

O Pentágono havia indicado 704 soldados mortos e feridos, mas uma contagem mais precisa feita pela imprensa americana, graças a informações de oficiais da Defesa, elevou o número para mais de 900.

Leia mais