Brasil bate recorde de produção de petróleo enquanto gasta bilhões com subsídios

Foto: MatteoBaronti/Pixabay

Mais Lidos

  • Republicanos lançam uma caçada ao Dr. Fauci, o rosto da luta dos EUA contra a Covid

    LER MAIS
  • Papa Francisco convidou Anthony Fauci ao Vaticano. Os apoiadores de Trump querem prendê-lo

    LER MAIS
  • Musk planeja investir milhões de dólares para ajudar os republicanos de Trump nas eleições de meio de mandato

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Agosto 2026

Choque do petróleo faz produção e lucros de petrolíferas dispararem, mas governo gasta quase R$ 20 bi para segurar os preços dos derivados.

A informação é publicada por ClimaInfo, 03-08-2026.

O Brasil registrou um novo recorde de produção de petróleo em junho, segundo o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás, da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Como os preços da commodity e de seus derivados dispararam no mercado internacional desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques ao Irã, certamente a crescente extração de óleo cru tem se convertido em mais lucros para as petrolíferas. Mas, por outro lado, o governo gasta mais para evitar a alta dos combustíveis e, com ela, o aumento da inflação, já que o Brasil ainda depende de importações.

A produção média de petróleo no país em junho foi de 4,475 milhões de barris ao dia (bpd), informa o g1. O recorde anterior, atingido em abril, era de 4,340 milhões de bpd. A marca de junho representa um aumento de 4% em relação a maio e de 19,1% em relação a junho de 2025, mostra a ANP.

Do volume total, quase 3 milhões de barris diários ficaram com a Petrobras (2,6 milhões de bpd), controlada pelo governo, e com a PPSA (342 mil bpd), empresa 100% estatal responsável pela parte governamental em projetos de partilha do pré-sal. É suficiente para suprir a demanda interna de derivados, não fossem as restrições no refino, e sobra para exportação.

Mas o que chama a atenção é que, em junho, quase 1,5 milhão de barris de petróleo extraídos diariamente no país foram parar nas mãos de empresas privadas ou estatais de outros países. Com destaque para a britânica Shell (412 mil bpd), a francesa TotalEnergies (197 mil bpd), a chinesa CNOOC (124 mil bpd) e a portuguesa Petrogal (112 mil bpd).

A Petrobras divulgará seus resultados financeiros do 2º trimestre na próxima 5ª feira (6/8). Mas já se sabe que o conflito no Oriente Médio fez o lucro da Shell bater US$ 9,82 bilhões (R$ 50 bilhões) no trimestre passado, um valor 42% superior ao registrado no período de janeiro a março deste ano, informa o Valor. E a TotalEnergies registrou no mesmo período um lucro líquido ajustado de US$ 6 bilhões (R$ 30,6 bilhões), 12% maior que o resultado do 1º trimestre de 2026, segundo o Valor. Os acionistas agradecem.

Enquanto isso, no último dia de julho, o governo brasileiro publicou uma medida provisória que destinou R$ 3,473 bilhões aos subsídios da gasolina e do diesel. Foi a 9ª MP publicada desde o início da guerra no Oriente Médio, lembra a eixos. Em cinco meses de conflito, o governo já destinou R$ 17,7 bilhões para subsidiar os derivados de petróleo. Cifra equivalente a um terço do lucro que a Shell obteve em apenas três meses.

CNN Brasil, Brasil 247, Investing.com e UOL também noticiaram o recorde de produção de petróleo no Brasil.

Em tempo 1

Os contratos futuros de petróleo acumularam alta de 20% em julho, o maior avanço desde março, segundo o Valor. A nova disparada foi causada pela retomada dos ataques dos EUA contra o Irã, com o consequente fechamento do Estreito de Ormuz. A situação no mercado de petróleo agora é "muito mais perigosa" do que no começo do conflito, por causa dos estoques de barris mais baixos, avalia Aaron Kildow, analista de petróleo da Sparta Commodities.

Em tempo 2

As vendas globais de veículos elétricos e híbridos plug-in ganharam força no 2º trimestre, impulsionadas pela alta dos preços do petróleo e pela ampliação de incentivos à eletrificação em dezenas de países, informa a Inside EVs. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), mais de 9 milhões de VEs e híbridos plug-in foram vendidos em todo o mundo no 1º semestre de 2026. Apenas entre abril e junho foram comercializadas mais de 5 milhões de unidades, um recorde para um único trimestre.

Leia mais