Até fim do ano, fome deve se agravar em 13 pontos críticos mundiais

Foto: World Health Organization

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02 Julho 2026

O estudo "Pontos Críticos da Fome", da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (WFP), publicado em Roma, aponta que o total de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda disparou para cerca de 266 milhões. As previsões apontam para a piora da fome aguda para habitantes em 13 países.

A informação é de Edelberto Behs, jornalista.

Sudão, Sudão do Sul, Iêmen, Territórios Palestinos, Nigéria, Somália, Afeganistão, República Democrática do Congo, Haiti, Mianmar, Mali, Líbano e Madagascar constituem os países críticos, onde os cenários de fome são impulsionados por conflitos armados e violência, por choques econômicos globais e as previsões do fenômeno El Niño.

Para a FAO, o desafio atual não reside na identificação das emergências, mas na velocidade e dimensão das ações preventivas. O investimento antecipado na agricultura de subsistência e na resiliência local são vistos como rumo mais eficaz para proteger meios de subsistência e reduzir demandas humanitárias.

O estudo prevê que entre julho e novembro os "pontos críticos da fome" sofrerão um agravamento por causa da queda de 59% no financiamento humanitário global para assistência de emergências nas áreas alimentar e agrícola. As agências alertam que esse avanço da insegurança alimentar requer uma mobilização internacional imediata.

Assim, bilhões de pessoas tomariam conhecimento de que a República Democrática do Congo está envolvida numa guerra civil nas províncias orientais e que o grande deslocamento das populações é agravado por um recente surto de ebola. No Haiti, embora algumas discretas melhorias com a queda da inflação, a sua infraestrutura social continua profundamente fragilizada.

Jogos envolvendo seleções de países do continente asiático, africano, sul-americano poderiam trazer informações sobre a difícil situação que o subdesenvolvimento, o neocolonialismo, a exploração comercial representam para essas nações, e que, apesar de tudo, ainda conseguem participar de um torneio internacional.

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