01 Julho 2026
O Banco Mundial anunciou na 2ª feira (29/6) o abandono da meta de destinação de 45% dos recursos anuais emprestados a projetos com benefícios climáticos associados. Apesar disso, o Banco prorrogará seu Plano de Ação contra as Mudanças Climáticas (CCAP, sigla em Inglês).
A informação é publicada por ClimaInfo, 30-06-2026.
A mudança ocorre após a pressão do governo dos Estados Unidos, o maior acionista da instituição, contra o financiamento climático. Assim, o banco informou que concluirá a transição para um modelo focado nos resultados dos financiamentos, em vez de metas baseadas em investimentos ou recursos aplicados, informam AFP e CNN Brasil.
Em abril, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a meta de 45% do banco para financiamento climático “gera ineficiência, distorce a tomada de decisões econômicas e afasta o banco de sua missão principal”, lembra a Bloomberg. No ano passado, 48% – mais de US$ 39 bilhões (R$ 202 bilhões) – do financiamento do banco teve benefícios climáticos colaterais, um aumento em relação aos 44% registrados em 2024, segundo o banco.
Um especialista com conhecimento das negociações climáticas afirmou que o “efeito político e simbólico” da medida é “péssimo”. Segundo ele, os países foram obrigados a “encontrar uma forma de acomodar a ‘ciência vodu’ dos EUA”, conta o Valor.
Em outubro de 2025, diretores executivos da França e de outros 18 países acionistas do Banco Mundial publicaram uma carta apoiando a continuidade do trabalho em questões climáticas. No entanto, EUA, Rússia, Kuwait e Arábia Saudita se recusaram a assinar, enquanto Índia e Japão se abstiveram, detalha a Reuters.
Financial Times, E&E News e Público também repercutiram a decisão do Banco Mundial.
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