03 Junho 2026
Em um ano de cruzadas MAGA — desde a defesa da guerra de Trump contra os imigrantes até a interpretação equivocada do Papa Leão XVI sobre inteligência artificial — Barron reservou suas críticas mais contundentes para a esquerda católica. Roma percebeu.
O artigo é de Christopher Hale, jornalista, publicado por Letters from Leo, 02-06-2026.
Eis o artigo.
Na semana passada, Dom Robert Barron disse a Adam O'Neal, do Washington Post, que detesta o "tribalismo" do catolicismo online — "as multidões que buscam bodes expiatórios", "essa bobagem de 'nós contra eles'", "os católicos liberais conservadores em seus grupinhos". Ele afirmou ter "repreendido seu próprio público" contra a difamação. "Detesto tudo isso", disse o bispo de Winona-Rochester.
Infelizmente, as palavras de Barron não condizem com seu comportamento. Veja este tweet bombástico de menos de um ano atrás.
It frankly delights me to see how I obviously haunt the fevered imaginations of those on the extreme Catholic left.
— Bishop Robert Barron (@BishopBarron) June 7, 2025
Com base no padrão que estabeleceu com Adam O'Neal, ele passou o último ano personificando exatamente o comportamento que afirma desprezar.
Em entrevista à Fox News, Barron elogiou o czar da fronteira Tom Homan como um católico que "falou com grande paixão" em uma ligação da Casa Branca sobre imigração, repetindo o discurso de Homan sobre o tráfico de crianças.
O mesmo Tom Homan chamou Leão XIV de "instrumento dos nossos inimigos", convidou sarcasticamente o Santo Padre para uma operação da imigração e disse que "educaria" o Papa sobre os ensinamentos católicos. Barron não disse nada a respeito.
Esse padrão segue um ano de crescentes provocações partidárias disfarçadas de teologia. Em fevereiro, Barron elogiou o discurso de Marco Rubio em Munique como uma defesa da alma cristã da civilização ocidental, e depois acusou a deputada Alexandria Ocasio-Cortez de seguir o "manual marxista" por ousar reagir.
I was impressed by Secretary of State Marco Rubio's speech at the Munich Security Conference. He indeed addressed a number of particular political issues, but what most grabbed my attention was his stress on the common culture that unites Europe and America. He cited Dante,…
— Bishop Robert Barron (@BishopBarron) February 15, 2026
Nas semanas seguintes, funcionários do Vaticano iniciaram uma investigação informal sobre sua conduta, conforme relatado inicialmente pelo Letters from Leo.
Em particular, dois momentos reveladores me chamaram a atenção nas últimas entrevistas.
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