Equador inicia extração de petróleo com fracking na Amazônia

Foto: Greenpeace

Mais Lidos

  • A catolização de Jesus de Nazaré: uma febre que mata. Artigo de Daniel Luiz Medeiros

    LER MAIS
  • ‘Magnifica humanitas’, a primeira encíclica de Leão XIV, será lançada em 15 de maio

    LER MAIS
  • A pesquisadora explora imagens artísticas sobre o colapso planetário que vivenciamos e oferece um panorama das questões associadas ao fenômeno do colapso ambiental global no qual estamos inseridos

    Imagens e imaginários do Antropoceno. Entrevista especial com Carolina Cunha

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Mai 2026

Poço com produção fica na província amazônica de Sucumbíos, na fronteira com a Colômbia, e é operado em parceria entre a Petroecuador e empresa chinesa. Ténica usada é criticada por alto impacto ambiental.

A reportagem é de DW, 30-04-2026.

A empresa petrolífera estatal do Equador, Petroecuador, anunciou nesta quarta-feira (29/04) que iniciou sua primeira extração de petróleo na Floresta Amazônica utilizando fraturamento hidráulico, ou fracking, uma técnica criticada por seu impacto ambiental.

O novo poço de petróleo na Amazônia deverá produzir mais de 930 barris por dia, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Energia.

A descoberta foi feita na província amazônica de Sucumbíos, na fronteira com a Colômbia, onde a Petroecuador, em parceria com a empresa chinesa CCDC, subsidiária da CNPC, implementou o fraturamento hidráulico na camada de calcário A, uma área do subsolo onde esse tipo de extração não é tradicionalmente realizado.

O país se torna um dos poucos na região, juntamente com Argentina e México, a utilizar esse método, que consiste em fraturar rochas de xisto com grande quantidade de fluidos, como água, sob alta pressão para extrair gás e petróleo bruto. A técnica também utiliza produtos químicos poluentes, motivo pelo qual é rejeitada por ambientalistas.

O país se torna um dos poucos na região, juntamente com a Argentina e o México, a utilizar esse método.

A decisão do Equador ocorre num momento em que cerca de 50 países se reúnem numa cúpula na cidade colombiana de Santa Marta para avançar na redução do consumo de combustíveis fósseis.

O Equador não participa da reunião, assim como os principais produtores globais de petróleo, como os Estados Unidos, a China e a Rússia.

Devido a fatores como a falta de investimento, a produção de petróleo do Equador caiu para 441 mil barris por dia até 2025. Dessa produção, o país exportou 74%, gerando receitas de cerca de 10 bilhões de dólares por ano, dependendo do preço do barril.

Leia mais