Mais baratas, baterias começam a dominar redes elétricas mundo afora

Foto: Arlind Photography/Unsplash

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28 Abril 2026

Queda dos custos e crescente demanda de energia por data centers aceleram o crescimento; guerra no Oriente Médio ajuda a acelerar tendência.

A reportagem é publicada por Climainfo, 27-04-2026.

Os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã reforçaram a necessidade de aceleração da transição energética. Sistemas de armazenamento de energia são cruciais nessa aceleração, mas seus preços eram uma barreira à expansão. Mas, assim como aconteceu com as fontes eólica e solar, o custo desses equipamentos vem caindo devido ao ganho de escala.

Em todo o mundo, uma onda de megainstalações de baterias está se alinhando para ser conectada às redes de transmissão. A movimentação ocorre desde polos de usinas solares no Texas, nos Estados Unidos, a pastagens no interior da Mongólia e ao terreno de uma antiga usina a carvão ao norte de Sydney, na Austrália.

A queda dos custos e a crescente demanda de energia por data centers já haviam preparado o terreno para um crescimento rápido, informa O Globo. A guerra no Oriente Médio ajudou a acelerar a tendência, ao elevar a demanda por alternativas aos combustíveis fósseis, cujos preços dispararam – sem falar nas restrições à oferta decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz.

Analistas da BloombergNEF, serviço da Bloomberg sobre transição energética, já esperavam que as instalações de sistemas de armazenamento elétrico aumentassem cerca de um terço neste ano, lideradas pela expansão na Europa, no Oriente Médio, na África e na América Latina. Mas o impulso pode ser ainda maior se continuarem as interrupções no fornecimento de combustíveis que dependem da matéria-prima do Oriente Médio.

Onde as redes antes dependiam de carvão e gás fóssil quando a produção de energia elétrica renovável caía, a tecnologia de armazenamento agora está se tornando barata e rápida o suficiente para fazer diferença no funcionamento do sistema. Os custos médios dos sistemas de armazenamento de energia caíram cerca de 75% entre 2018 e 2025, segundo a BloombergNEF, e devem cair mais 25% até 2035.

Com 90% de sua matriz elétrica renovável e convivendo há mais de dois anos com cortes de geração eólica e solar por restrições na transmissão elétrica, o Brasil tem tudo para se beneficiar bastante com sistemas de armazenamento e, assim, reduzir a demanda por combustíveis fósseis. No entanto, o primeiro leilão de baterias (BESS) está atrasado. Prometido para abril, continua sem data, informa a eixos.

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