Secretaria do Sínodo publica diretrizes para a formação sacerdotal (e o papel das mulheres terá especial importância)

Foto: Julia Michelle/Unsplash

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04 Março 2026

Foi publicada a reflexão do Grupo de Estudo 4, coordenado pelo cardeal Cobo, sobre a "Revisão da Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis em perspectiva sinodal missionária".

A informação é publicada por Religión Digital, 03-03-2026. 

Em março de 2024, o Papa Francisco, a partir do Relatório de Síntese aprovado ao final da Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo, indicou dez temas a serem estudados com vistas à Segunda Sessão da Assembleia Sinodal, realizada em outubro de 2024.

Foram criados dez Grupos de Estudo, que realizaram este trabalho ao longo dos dois últimos anos. Neste dia 3 de março, a Secretaria Geral do Sínodo publicou os dois primeiros relatórios finais. Um deles reúne as reflexões do Grupo de Estudo nº 4 sobre "A revisão da Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis em perspectiva sinodal missionária", que foi coordenado pelo arcebispo de Madri, cardeal José Cobo.

Trabalho do Grupo de Estudo número 4

A publicação responde ao desejo do Papa Leão XIV de torná-los públicos para compartilhar com todo o Povo de Deus o fruto da reflexão e do discernimento realizados, concretizando uma das características essenciais da Igreja sinodal: a transparência e a prestação de contas (cf. DF, n. 97).

O documento elaborado pelo Grupo de Estudo número 4 divide-se em duas partes.

A primeira é um marco eclesiológico-pastoral que identifica uma série de conversões necessárias na formação para o sacerdócio: relacional, moldada pelo amor recíproco; missionária, que fomenta a corresponsabilidade de todos os fiéis no anúncio do Evangelho, a partir da variedade de dons; à comunhão, com práticas de reconhecimento mútuo; ao serviço, desde o conhecimento dos fiéis, sem se separar da comunidade; a um estilo sinodal, com um discernimento que expresse o sensus fidei do Povo de Deus e escute as aspirações dos pobres; da formação, em diversos espaços e modalidades, em meio à comunidade cristã.

Linhas Guia

Na segunda parte, apresentam-se as Linhas Guia, que traduzem essas conversões em pistas operativas concretas. Parte-se de um processo formativo em estreito contato com a vida cotidiana do Povo de Deus. Isso exige, previamente, uma experiência real de fé e compromisso na comunidade cristã. A formação será realizada em grupos de seminaristas com um número adequado para garantir uma boa relação entre a dimensão comunitária e o acompanhamento pessoal.

Mulheres preparadas e competentes serão incluídas em todos os níveis da formação como corresponsáveis, inclusive na equipe formativa.

Propõe-se que os estudos contribuam para a apropriação de uma eclesiologia do Povo de Deus missionário e sinodal e da identidade presbiteral em chave relacional-comunional. Um viver em fraternidade e trabalhar sinodalmente que também deve ser assumido pelos formadores. Isso leva a incluir em todos os níveis da formação mulheres preparadas e competentes como corresponsáveis, inclusive na equipe formativa. As mulheres terão especial importância nos escrutínios prévios à concessão das Ordens sagradas.

O Povo de Deus também é chamado a contribuir para um exercício adequado da corresponsabilidade diferenciada na formação sacerdotal: famílias, educadores, catequistas e aqueles que compartilham os ambientes onde os candidatos vivem, estudam e atuam. Ressalta-se também a sensibilidade ao clamor dos pobres, das periferias e do planeta, bem como uma fraternidade ecumênica e inter-religiosa. O documento fala em facilitar uma formação homilética e catequética, o conhecimento da cultura digital como espaço para semear o Evangelho e a prevenção de abusos de todo tipo.

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