Os EUA permitem que Cuba importe petróleo venezuelano gerenciado pelo setor privado da ilha

Foto: John Cameron | Unsplash

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27 Fevereiro 2026

Washington alivia a pressão para evitar uma crise regional e dar asas ao setor privado da ilha.

A informação é publicada por El Salto, 26-02-2026.

Em mais uma reviravolta na imprevisível política externa do governo Trump, os EUA anunciaram na quarta-feira que permitirão à Venezuela vender petróleo a Cuba em quantidades limitadas e sob certas condições. As condições são significativas: a “nova política de licenciamento favorável” não incluirá “pessoas ou entidades associadas às forças armadas cubanas, aos serviços de inteligência ou a outras instituições governamentais”.

Atualmente, a União Cubana de Petróleo (Cupet), controlada pelo governo cubano, é responsável pela produção, refino e distribuição de gasolina. No entanto, nos últimos anos, pequenas empresas de importação de diesel têm crescido, operando dos Estados Unidos para Cuba e sendo conduzidas por cidadãos cubanos e cubano-americanos que utilizam contêineres especiais chamados tanques ISO. Em novembro de 2025, o Ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, anunciou que empresas estrangeiras e joint ventures em breve seriam autorizadas a importar seu próprio combustível, "quando necessário".

“Para serem autorizadas, as exportações devem destinar-se tanto ao uso do setor privado cubano quanto a atividades do setor econômico privado, incluindo necessidades humanitárias”, afirmou o Departamento do Tesouro. Embora as licenças sejam para petróleo venezuelano, o petróleo bruto será embarcado em portos dos EUA, esclareceu o governo americano.

Após 3 de janeiro, Cuba ficou sem o petróleo da Venezuela, que havia se tornado seu principal fornecedor. O México também havia interrompido o fornecimento de petróleo bruto comercial e humanitário depois que Trump ameaçou impor novas tarifas aos países que violassem o embargo energético que ele havia imposto.

O perigo de uma crise humanitária na ilha, com consequências para toda a região, incluindo os Estados Unidos, foi uma das razões citadas para essa mudança de estratégia.

“Precisamos reconhecer que uma crise prolongada em Cuba não ficará restrita a Cuba. Ela pode afetar a migração, a segurança e a estabilidade econômica em todo o Caribe”, declarou o presidente jamaicano Andrew Holness em 25 de fevereiro. Em uma Cúpula da Comunidade do Caribe (Carimcom) realizada em São Cristóvão e Névis, líderes regionais tentaram convencer o secretário de Estado americano, Marco Rubio, da necessidade de evitar uma crise humanitária em Cuba e uma crise regional. “Deve ficar claro que uma crise prolongada em Cuba não ficará confinada a Cuba”, alertou Holness.

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