Movimento Indígena de Roraima inicia mobilização para pedir justiça pela liderança Gabriel Wapichana

Foto: Ascom CIR | Cimi

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS
  • “Alter Christus”: uma breve história de uma expressão ambígua. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Fevereiro 2026

O primeiro ato ocorreu na Comunidade Indígena Novo Paraíso, TI Araçá, onde Gabriel morava; o corpo do indígena foi encontrado no último dia 10.

A informação é da assessoria de comunicação do CIR, publicada por Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 17-02-2026.

Em meio às emoções pela perda precoce de Gabriel Ferreira, liderança jovem do povo Wapichana, o Movimento Indígena de Roraima iniciou mobilização para pedir justiça com a pergunta: “Quem matou Gabriel?”.

O primeiro ato ocorreu na Comunidade Indígena Novo Paraíso, Terra Indígena Araçá, na região Amajari, onde Gabriel morava, na manhã desta segunda-feira (17).

As falas dos jovens relembraram quem foi Gabriel Ferreira e o legado deixado por ele. Com fotos, cartazes e mensagens, os jovens e as lideranças tradicionais expressaram a dor, a saudade e o repúdio pela morte de Gabriel.

“Até o último minuto eu tive esperança de encontrá-lo bem, vivo, mas não foi assim. Gabriel era alegre, brincalhão, mas partiu tão jovem e deixou um importante legado de luta no Movimento Indígena que nós vamos seguir”, disse um dos jovens da região Amajari.

Movimento Indígena de Roraima iniciou mobilização para pedir justiça com a pergunta: “Quem matou Gabriel?”. Foto: Ascom CIR

Isaías Rodrigues, tuxaua da comunidade, destacou que a mobilização é para pedir justiça por Gabriel.

“Estamos há mais de dez dias sem informação, e essa mobilização é para saber, de fato, o que aconteceu com o nosso guerreiro. Esperamos que o laudo cadavérico saia logo e que a justiça seja feita”, pediu a liderança.

Em seguida, com cantos tradicionais e pedidos de “Justiça por Gabriel”, o Movimento Indígena de Roraima percorreu parte da RR-203, no município de Amajari, até o local onde o corpo de Gabriel Ferreira foi encontrado.

Movimento Indígena de Roraima iniciou mobilização para pedir justiça com a pergunta: “Quem matou Gabriel?”. Foto: Ascom CIR

O momento foi acompanhado por cerca de 500 lideranças das regiões Surumu, Alto Cauamé, Baixo Cotingo, Raposa, Serras, Amajari, Serra da Lua, Tabaio e Murupu.

Aos prantos, Dacilina Ferreira, avó de Gabriel, lembrou a pessoa e as ações que o neto realizou pela região e pela comunidade e pediu justiça.

“Gabriel era uma pessoa boa, sempre ajudou a todos, nunca me deu trabalho. Eu sempre acordava ele para tomar café, almoçar. Vou lembrar de Gabriel até o fim da minha vida e eu quero justiça”, reforçou Dacilina.

Movimento Indígena de Roraima iniciou mobilização para pedir justiça com a pergunta: “Quem matou Gabriel?”. Foto: Ascom CIR

O sepultamento de Gabriel ocorreu no último sábado, dia 14 de fevereiro, no cemitério em Boa Vista, e foi restrito à família. Até o momento, o laudo cadavérico com o resultado da perícia não foi divulgado.

A assessoria jurídica do Conselho Indígena de Roraima (CIR), além de denunciar o caso à Polícia Civil, segue acompanhando a situação e já oficializou os órgãos competentes, como o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Polícia Federal (PF), o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério Público Federal (MPF), para que acompanhem as investigações e as causas da morte. O documento cita que houve violação dos direitos coletivos dos povos indígenas.

Ainda conforme a assessoria jurídica, até a data de hoje (17), a Polícia Civil não repassou nenhuma informação nova sobre as investigações e a causa da morte de Gabriel.

Leia mais