13 Janeiro 2026
A tinta do acordo assinado em Washington por líderes regionais do grupo M23, apoiado por Ruanda, e a República Democrática do Congo, quando rebeldes capturaram, em 10 de dezembro, a cidade portuária de Uvira, no leste do país e perto da fronteira com o Burundi. Antes do final do ano, 88 mil civis congoleses cruzaram a fronteira para o Burundi, dados do Acnur.
A informação é de Edelberto Behs.
Secretário-Geral da Aliança Evangélica no Burundi, Edmund Gazika, informou ao Christian Daily International que congregações locais estão fornecendo refeições, cobertores e cuidados médicos básicos, “mas as necessidades são muito maiores do que podemos atender”. As igrejas, disse, se tornaram o primeiro ponto de contato para muitas famílias que chegam sem nada “além do medo e exaustão”.
Já o Ministério do Interior do Burundi lançou um plano abrangente de resposta a emergências e ordenou que os refugiados vivendo em residências particulares retornem aos locais de trânsito monitorados pelo governo, para lidar com preocupações de seguranças e minimizar o surto de cólera que se agrava no campo de Gatumba. Já organizações de saúde relatam condições precárias nas áreas de acolhimento. Médicos Sem Fronteira afirmou, em 23 de dezembro, que no centro de acolhimento em Ndava 42% dos testes de malária deram positivo.
O governo do Burundi espera arrecadar 32,2 milhões de dólares (173 milhões de reais) em ajuda humanitária para fazer frente à situação.
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