Não acho que a Igreja deva ser excessivamente melindrosa, opina o novo arcebispo de Viena

Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Tecnofascismo, dissenso e a gramática da dignidade. Entrevista especial com Donatella Di Cesare

    LER MAIS
  • Uma (nova) história do deus - Flávio, cristofascista ‘escolhido’ e totalmente crente. Artigo de Fábio Py

    LER MAIS
  • Interesses particulares descolados de apreciação profunda e respeitosa transformaram a cidade em um canteiro de obras que muitas vezes desconsideram o impacto ambiental e social, priorizando apenas o luxo e o lucro. História da cidade está se perdendo

    “Torres e sua natureza estão sendo assaltadas, negligenciadas e transmutadas”. Entrevista especial com Lara Lutzenberger

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Dezembro 2025

O arcebispo nomeado de Viena, D. Josef Grünwidl, conclama a Igreja a acolher críticas da mídia que sejam solidamente pesquisadas. Mesmo quando doem, elas são necessárias – melindres não ajudam.

A informação é publicada por katolisch.de, 03-12-2025. 

O arcebispo nomeado de Viena, Dom Josef Grünwidl, destacou a importância de investigações cuidadosas da imprensa para a Igreja. A crítica é necessária e bem-vinda, mesmo quando dói, afirmou Grünwidl nesta terça-feira, em Viena. Quando se baseia em pesquisa sólida, a Igreja deveria recebê-la com gratidão. Não considero útil uma sensibilidade eclesial exagerada.

Na opinião de Grünwidl, a Igreja e a imprensa compartilham um objetivo comum: o compromisso com a verdade. A Igreja deseja, apesar de todos os seus próprios erros, possibilitar alianças para o bem, e para isso também precisa de alianças com a mídia. Ao comentar a importância dos meios de comunicação, ele fez referência ao Papa Leão XIV, que qualificou a informação como bem público. Quando já não se pode garantir informação sobre os fatos, a liberdade de opinião se torna uma farsa.

O futuro arcebispo expressou gratidão pela cooperação existente até agora com os meios de comunicação na Áustria. Disse: Sou grato porque a liberdade de imprensa, a radiodifusão pública e o jornalismo de qualidade têm um bom reconhecimento na Áustria. Para seu período no cargo, espera da imprensa uma atenção crítica e ao mesmo tempo benevolente. Até o Natal, porém, não concederá mais entrevistas: estive presente o suficiente na mídia e não tenho novidades a anunciar. Grünwidl foi nomeado em outubro por Leão XIV como arcebispo de Viena e sucessor do cardeal Christoph Schönborn. Sua posse está prevista para janeiro.

Leia mais