Bíblia para crianças gera polêmica nos Estados Unidos

Foto: Aaron Burden/Unsplash

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30 Outubro 2025

A Bíblia História do Amor Justo”, editada pela Baming Books, dos Estados Unidos, reescreve 52 histórias bíblicas abordando temas de justiça social e ideologia de gênero, junto com o contexto cultural, religioso e histórico “para ajudar as crianças a aprender sobre as experiências das pessoas nos tempos antigos”.

A informação é de Edelberto Behs.

O livro levantou críticas no meio eclesiástico. O vice-presidente de Comunicação da organização evangélica Focus on the Family, Paul Batura, disse ao The Christian Post que as autoras querem que as crianças vejam a Bíblia “como uma coleção de histórias que promovem suas visões teologicamente radicais e heréticas”. Elas “querem semear a dúvida na mente das crianças sobre a veracidade literal dos eventos descritos na Bíblia”.

As autoras, pastora Dra. Jacqui Lewis e a pastora Dra. Shannon Daley-Harris, vinculadas à Igrejas Presbiteriana dos Estados Unidos, esclarecem, na introdução do livro de Gênesis, que algumas passagens da Bíblia trazem histórias de personagens e eventos fictícios. “Outras eram pessoas reais e coisas que realmente aconteceram”.

Embora não tenham certeza, elas indicam que Jesus era provavelmente uma pessoa de cor. “A arte nesta história da Bíblia mostra que Jesus era uma pessoa de cor, e aqueles que vieram antes dele e aqueles ao seu redor também eram”, anota a artista Cheryl Thuesday, que ilustrou o livro.

“Foi muito difícil encontrar uma Bíblia infantil em que eu não sentisse que precisava mudar algumas palavras, como se houvesse histórias que falassem sobre Deus como se Deus fosse um menino e usasse apenas uma linguagem masculina para se referir a Ele, ou as imagens não representassem todo o povo de Deus. Ou elas poderiam contar uma história, mas não o suficiente para entender se era sobre um personagem fictício ou uma pessoa real”, justificou Daley-Harris, que vem a ser reitora associada do Seminário Teológico de Auburn, de Nova Iorque.

Questionar a precisão e autoridade da Bíblia não é um exercício novo, “vender de forma tão descarada e aberta uma interpretação tão herética da Palavra de Deus para crianças mina a sagrada Palavra de Deus de forma particularmente perigosa e destrutiva”, lamentou Batura.

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