Um povo desarmado e desarmante. Comentário de Tonio Dell'Olio

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • Escala 6X1 ou 5X2 e os neoescravocratas. Artigo de Heitor Scalambrini Costa

    LER MAIS
  • Uma arcebispa em Roma. Artigo de Fabrizio Mastrofini

    LER MAIS
  • O que aconteceu no Mali: ataques da Al-Qaeda e um grupo separatista abalam a junta militar

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Setembro 2025

Que queremos uma "paz desarmada e desarmante" corre o risco de se tornar um slogan simples e vazio, ou seja, corre o risco de se transformar em um refrão de efeito que — na melhor das hipóteses — indica uma boa vontade tão utópica quanto inconsistente.

O comentário é de Tonio Dell'Olio, publicado por Mosaico Dipace, 04-09-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o comentário.

Estou certo, porém, de que o Papa Leão XIV nunca pretendeu reiterar o conceito para vender incenso, mas sim para demonstrar o único caminho indicado pelos Evangelhos para a resolução de conflitos, que — traduzido — se chama não violência.

Essa intuição é tão verdadeira que é corroborada pelos fatos que vemos em todos os conflitos em curso, onde, como uma pedra no sapato do poderoso da vez, movimentos desarmados de cidadãs e cidadãos, grupos organizados e iniciativas não violentas generalizadas tiram o consenso à guerra e se tornam desarmantes.

Muitas fissuras se abriram no consenso da sociedade israelense, por exemplo. Isso é demonstrado pelas manifestações diárias que ocorrem nas ruas de Tel Aviv e Jerusalém, pela objeção de consciência de inúmeros reservistas, pelas iniciativas de boicote e por muito mais. Talvez valha a pena apoiar esse povo "desarmado e desarmante", invisível à informação oficial, mas mais vivo do que nunca, na esperança da paz. E na sua construção.

Leia mais