Em meio a impasses para a COP29, China e EUA se reúnem para discutir clima

Azerbaijão. (Foto: Lloyd Alozie | Unsplash)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Setembro 2024

Países ricos e pobres seguem em lados diferentes nas discussões sobre financiamento climático; Washington e Pequim tentam superar tensões geopolíticas para criar momentum antes de Baku.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 04-09-2024.

A pouco mais de dois meses da Conferência do Clima de Baku (COP29), no Azerbaijão, os negociadores seguem travados no principal item da agenda – a definição de uma nova meta coletiva de financiamento climático. Um documento de negociação publicado na última 5ª feira (29/8) expôs as divergências profundas que dividem governos ricos e pobres.

Como a Reuters assinalou, o documento sugere sete opções de nova meta de financiamento, cada uma refletindo posicionamentos distintos dos países nessa negociação. Os países em desenvolvimento e mais vulneráveis às mudanças climáticas defendem uma meta de financiamento mais ambiciosa, enquanto as nações mais ricas e industrializadas sustentam que um grande salto no financiamento público é “irreal”.

Uma das opções, capitaneada pelo bloco árabe, prevê que os países desenvolvidos deverão fornecer US$ 441 bilhões anuais em recursos públicos, a serem complementados por outras fontes, inclusive privadas, para mobilizar um total de USS 1,1 trilhão ao ano entre 2025 e 2029. Outra opção, sugerida pela União Europeia, define uma meta global de US$ 1 trilhão por ano, de fontes públicas e privadas, incluindo países “com altas emissões de gases de efeito estufa e capacidade econômica” – leia-se China e petro estados árabes.

Os Estados Unidos, por sua vez, não citam cifras em específico, mas defendem abertamente que o rol de financiadores não fique restrito às nações industrializadas e inclua as economias emergentes, como a China. Provavelmente este será um dos tópicos da agenda do principal diplomata norte-americano para o clima, John Podesta, em sua visita nesta semana a Pequim.

A viagem de três dias é vista pela Casa Branca como uma das últimas oportunidades antes das eleições presidenciais de novembro para o governo do presidente Joe Biden exercer alguma pressão sobre os chineses nas negociações climáticas.

Segundo o NY Times, a expectativa de especialistas nas negociações climáticas é que a viagem ajude a abrir caminho para que o clima ganhe espaço na agenda caso Biden se encontre com seu contraparte chinês, Xi Jinping, durante a cúpula do G20 no Rio de Janeiro em novembro.

Leia mais