Informação falsa envolve Catedral de Brasília e primeira-dama

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27 Novembro 2023

É conteúdo enganoso, alerta a repórter Magali Cunha, da agência de checagem Bereia, sobre vídeo que circula em grupos católicos no WhatsApp, “informando” que o altar da Catedral Católica de Brasília “virou terreiro de Umbanda” em evento promovido pela “1ª (sic) dama Janja”.

O artigo é de Edelberto Behs, jornalista.

Primeiro, o evento não tem nada a ver com o governo federal. Trata-se de apresentação da Orquestra Mundana Refugi na noite de 9 de novembro, que integrou o programa do III Congresso Internacional de Direito do Seguro e IX Fórum de Direito do Seguro José Sollero Filho, realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS).

Em segundo lugar, o altar da Catedral não virou terreiro. A Orquestra é constituída por 22 músicos brasileiros e imigrantes refugiados do Irã, Guiné, Congo, Turquia, Cuba, China, Síria, Venezuela, França e Palestina. O repertório da Mundana Refugi conta com composições próprias, músicas tradicionais e homenagens a compositores brasileiros, informa Magali.

Durante a última música do programa cultural dirigido pela Mundana Refugi, duas pessoas de origem africana se levantaram da plateia e foram dançar, emocionadas e empolgadas pelo som. A Igreja Católica de Brasília chegou a se manifestar a respeito, informando que, ancorada da moral e nos Cânones da Igreja, não houve profanação do templo com a manifestação espontânea das duas pessoas africanas.

Ora, quem foi um dos divulgadores do enganoso vídeo no X/Twitter? O ex-presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, nomeado no governo Bolsonaro! O post teve centenas de visualizações, com milhares de curtidas e compartilhamentos. Camargo “desinformou” na postagem que a cerimônia na Catedral correu por contra do governo petista e sugeriu que católicos indignados cobrassem um posicionamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Na análise de Magali Cunha há outro aspecto a ser considerado nessa falsa publicação, “que é o racismo, uma vez que a dança foi realizada por pessoas negras, africanas, e as acusações que foram proferidas têm relação com este perfil”.

O vídeo que circula nas redes sociais, alerta Bereia, não tem identificação autoral da postagem nem data, não indica fonte de onde surgiu, e vem acompanhado do pedido de compartilhamento, uma estratégia para que que a desinformação viralize de forma espontânea e orgânica.

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