Pequenos mamíferos evitam área em reserva onde havia lixão nos anos 90

A cuíca (𝘔𝘢𝘳𝘮𝘰𝘴𝘢 𝘱𝘢𝘳𝘢𝘨𝘶𝘢𝘺𝘢𝘯𝘢) foi uma das oito espécies de pequenos mamíferos avaliadas no estudo. (Foto: Fernanda Gatto Almeida | Lamma-UFPR)

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02 Novembro 2023

No litoral paranaense, animais ainda tentam se adaptar ao local degradado, abrigado numa área protegida estadual desde 1981.

A reportagem é de Aldem Bourscheit, publicada por ((o))eco, 31-10-2023.

Uma área no Parque Estadual Rio da Onça que serviu como lixão até meados dos anos 1990 ainda é evitada por pequenos mamíferos, revela uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A reserva fica em Matinhos, município no litoral do Paraná.

Passadas cerca de três décadas, os depósitos irregulares de plástico, isopor e outros itens seguem entre a vegetação e o solo da Mata Atlântica, um dos biomas mais afetados por ações humanas no país. Muitos resíduos estão embolados com folhas e raízes.

Publicadas na revista Ecología Austral, as conclusões vieram após uma comparação sobre o comportamento de populações daqueles animais em áreas de floresta original, de mata regenerada e degradada por lixo, conforme informações da Revista Ciência UFPR.

Os pesquisadores destacam igualmente que os pequenos mamíferos são bons indicadores sobre a saúde dos ambientes naturais, apontando a oferta de alimentos e locais de abrigo. Também são importantes espalhadores de sementes e controladores de pragas.

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