450 padres se manifestam contra reeleição de Bolsonaro

Bolsonaro | Foto: Antônio Cruz - Agência Brasil

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06 Setembro 2022

 

Os padres católicos destacam que Bolsonaro fomenta ódio na população



“Um discípulo de Jesus consciente não pode reeleger um homem que com palavras e obras demonstra ser o oposto de tudo aquilo que Jesus é e anuncia”. Esta é a conclusão da carta subscrita pelo grupo Padres da Caminhada e Padres Contra o Fascismo constituído por 450 religiosos católicos (padres e bispos), de diversas dioceses brasileiras.



Eles alertam contra a reeleição do atual presidente da República, que começou a ser distribuída nesse fim de semana por sacerdotes de diversas Dioceses, Institutos de Vida Consagrada, ordens e congregações religiosas de todo o Brasil.



O grupo foi formado em 2018 quando, afirmam, começaram a ver a democracia ser ameaçada no país.



No documento, os religiosos elencam dez itens para registrar porque, se opõem “claramente” à reeleição do presidente Jair Bolsonaro no próximo mês de outubro.

 

A informação é de Marcelo Menna Barreto, publicada por Jornal Extra, 05-09-2022.

 

Nome de Deus em vão

 

O primeiro tópico denuncia o uso do nome de Deus como forma de manipulação do povo brasileiro. Para os sacerdotes, o discurso é “apenas de uma estratégia de controle das consciências” e que Bolsonaro age de forma totalmente oposta “ao Evangelho de Jesus”.

 

Discurso de ódio não é discurso cristão, dizem padres

 

Na sequência, os padres católicos destacam na carta que Bolsonaro fomenta ódio na população, tem um discurso violento, estimula o armamento e demonstra “desprezo pelos pobres, pelas mulheres, comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, população de rua, comunidade LGBTQIA+, migrantes”, entre outros segmentos.

 

Fake News é outro nome da mentira

 

Também está presente na manifestação o uso de fake news, a falta de cuidado na gestão da pandemia, o retorno do país ao Mapa da Fome, o desmonte das políticas de defesa do meio ambiente e o que chama de claros “sinais de autoritarismo e fascismo”.

 

Padres apontam corrupção e hipocrisia

 

Os Padres da Caminhada e Padres contra o fascismo ainda lembram que Bolsonaro se elegeu com um discurso anticorrupção, mas apresenta sinais claros de que “vive soterrado e soterrando os escândalos de corrupção que o envolvem e envolvem sua família”.

 

A íntegra da carta pode ser lida aqui.

 

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