Expectativa de vida diminui em quatro países de alta renda durante a pandemia

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11 Mai 2022

 

Pela primeira vez, desde 1943, o ano mais mortal para estadunidenses na Segunda Guerra Mundial, a expectativa de vida da população dos Estados Unidos caiu. A perda foi de mais de dois anos desde o início da pandemia de Covid-19 e atingiu mais os não brancos – de 78,86 anos em 2019 para 76,99 em 2020 e 76,60 em 2021.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

Os dados constam no relatório “Mudanças na expectativa de vida entre 2019 e 2021”, pesquisa que abrangeu 19 “países pares” de alta renda, e que está em fase de revisão para ser publicado. O fenômeno afetou as populações negras e hispânicas, que excedeu a mudança média na expectativa de vida em outros países, “refletindo o legado de racismo sistêmico e inadequações no tratamento da pandemia nos EUA”, informa o portal medRxiv.

 

Os 19 países avaliados, além dos Estados Unidos, foram Áustria, Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, País de Gales, Finlândia, França, Alemanha, Israel, Itália, Holanda, Nova Zelândia, Irlanda do Norte, Noruega, Portugal, Escócia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia e Suíça.

 

Três países – Nova Zelândia, Noruega e Coreia do Sul – ganharam expectativa de vida no período. Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte registraram a maior perda na expectativa de vida, de 0,93 anos.

 

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