Organizações preveem crescimento da perseguição religiosa a cristãos em 2022

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07 Janeiro 2022

 

O ano passado foi o mais violento para minorias cristãs que vivem na Índia, desde a independência do país, em 1947, aponta relatório do Fórum Cristão Unido. O número de ataques a cristãos no país, que somou 279 em 2020, aumentou quase 75%, passando para 486 em 2021.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

Outro relatório, este da Release International, informa que hindus militantes, que apoiam o nacionalismo, pedem a aplicação das leis anticonversão. Tais leis presumem que cristãos forçam ou dão benefícios financeiros aos hindus para atraí-los ao cristianismo. Hindus representam 80% da população da Índia, enquanto o cristãos chegam a parcos 2,3%.

A perseguição aos cristãos alcançarão um estado crítico em 2002 na região do Sahel - que inclui a Burkina Faso, Camarões, Chade, Gâmbia, Guiné, Mauritânia, Mali, Níger, Nigéria e Senegal -, e também no Afeganistão, alerta a Release International.

A instituição de caridade Persecution Trends 2022 também confirma a perseguição aos cristãos no Sahel. Anota ainda situações críticas na Nigéria, na Índia e na Coreia do Norte.

Em entrevista ao Vatican News, o diretor do capítulo italiano do organismo Ajuda à Igreja que Sofre, Alessandro Monteduro, informou que 416 milhões de cristãos vivem “em terras de perseguição”.

Viver em terras de perseguição, definiu, “não significa ‘perseguido’, mas viver em terras de perseguição”, onde pessoas estão expostas aos riscos que podem surgir por causa do comportamento dos perseguidores.

Ele também confirmou que em certas áreas do planeta, como o continente africano, “o sofrimento das comunidades cristãs está piorando” em consequência da intolerância religiosa.

 

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